O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) recuperou, na manhã desta sexta-feira (18.10), uma caminhonete Toyota Hilux furtada na noite de quinta-feira (17), no bairro Quilombo, em Cuiabá. A localização foi possível após câmeras do programa Vigia Mais MT registrarem o trajeto do veículo durante a fuga.
O furto ocorreu por volta das 19h20, quando o proprietário estacionou o veículo próximo a um restaurante na avenida Filinto Muller. Ao retornar, às 20h, a caminhonete já havia sido levada. Imediatamente, as forças de segurança foram acionadas via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que passou a monitorar as câmeras do programa e identificaram que a Hilux havia se dirigido à região do Sucuri.
Na manhã seguinte, o Ciopaer foi acionado para dar auxílio nas buscas e localizou a caminhonete abandonada. O piloto do Ciopaer, bombeiro Pedro Paulo, explicou que, com ajuda do Vigia Mais MT, foi possível delimitar uma área em que o veículo poderia estar.
“O veículo estava em um local de difícil acesso, dentro da mata, que cobria o veículo e impossibilitando a visualização das viaturas. Foi um verdadeiro trabalho em conjunto, pois a informação precisa chegar de forma eficaz até quem está na ponta. As câmeras do Vigia nos ajudaram a direcionar as buscas, indicando a rota que a caminhonete tinha seguido. Assim, delimitamos uma área para as buscas e com o apoio do helicóptero, que cobre uma região mais ampla, conseguimos localizar o veículo”, afirmou o militar.
Os criminosos não estavam no local, e as forças policiais continuam as diligências para localizá-los. A vítima foi informada da recuperação do veículo. O caso foi encaminhado para apuração da Polícia Judiciária Civil.
Tecnologia e segurança
O Vigia Mais MT é um programa do Governo de Mato Grosso que integra tecnologia às ações de segurança pública. Com investimento de R$ 30 milhões, a iniciativa prevê a instalação de 15 mil câmeras em todos os 142 municípios do estado, além de possibilitar a parceria com entes públicos e privados interessados em colaborar no monitoramento de ruas, avenidas, praças e outros espaços de interesse coletivo.
Em Cuiabá, já estão em funcionamento 1.700 câmeras instaladas em pontos estratégicos, com o objetivo de combater a criminalidade e reduzir os índices de violência na capital.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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