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Com presença de Marina Silva, MMA dá início à 2ª Oficina de construção do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais

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Nesta quarta-feira (13/8), a partir das 8h30, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) inicia a segunda oficina de construção do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais em Brasília (DF). A ministra Marina Silva participará da mesa “Integrando políticas públicas para povos e comunidades tradicionais”, que ocorre a partir das 14h30.

A oficina é um passo fundamental para apoiar o Brasil na instituição de uma política pública que transforme em ações concretas os anseios e demandas dos 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais (PCTs) existentes no país. 

De 13 a 14 de agosto, representantes de PCTs, do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e de diversos órgãos do governo federal validarão as contribuições recebidas na primeira oficina, realizada em junho de 2024. A consolidação resultará na proposta do plano que, depois de debatida em consulta pública, deverá ser oficializada por meio de decreto presidencial publicado na COP30.

O documento será composto por ações, prazos e princípios que nortearão as iniciativas implementadas pelo governo federal nessa agenda. A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, explica que a marca do plano será a abrangência transversal posta de forma integrada e sensível às diversas realidades sociais, econômicas e ambientais dos PCTs, que estão presentes em todos os biomas.

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🎥 CREDENCIAMENTO: Profissionais de imprensa que desejam cobrir o evento devem confirmar presença no e-mail [email protected], informando nome e veículo.

SERVIÇO:

Com presença de Marina Silva, MMA dá início à 2ª Oficina de construção do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais

🗓️ Data: 13 de agosto
⏰ Horário: 14h30
📍Local: San Marco Hotel – SHS Q. 05 BLOCO C – Setor Hoteleiro SUL, Q. 5 – Asa Sul, Brasília

*O evento ocorre em 13 e 14 de agosto

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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