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Comercialização de soja segue lenta no Brasil enquanto Chicago mantém preços estáveis

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A comercialização da soja continua lenta em diversas regiões do Brasil, marcada pela retenção dos produtores e negociações concentradas em lotes específicos para indústria e exportação, segundo informações da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, os preços no porto para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, foram reportados a R$ 143,00 por saca, enquanto no interior, em cidades como Cruz Alta, os valores giraram em torno de R$ 133,00. Em localidades como Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, as cotações variaram entre R$ 137,00 e R$ 138,00 por saca.

Em Santa Catarina, a comercialização ocorre de forma seletiva, voltada principalmente para a indústria de ração, com preços firmes nas principais praças e leve variação negativa em cooperativas. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja é cotada a R$ 141,26 (+0,90%).

No Paraná, a liquidez permanece moderada, com prêmios consistentes nos embarques imediatos. Em Paranaguá, a soja chegou a R$ 142,50 (+0,54%), enquanto em Cascavel o preço foi de R$ 131,73 (+0,14%) e em Ponta Grossa R$ 133,74 (-0,25%).

Mato Grosso do Sul atravessa uma fase de transição, com o plantio praticamente encerrado e atenção voltada à irregularidade das chuvas. Em Dourados, Campo Grande e Maracaju, a soja foi cotada a R$ 126,80 (+1,45%), enquanto Chapadão do Sul registrou R$ 122,84 (-0,15%).

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Em Mato Grosso, com mais de 12 milhões de hectares plantados, a comercialização segue seletiva, observando o desenvolvimento das lavouras e a logística interna. Os preços variam entre R$ 119,21 em Lucas do Rio Verde e Sorriso, até R$ 123,20 em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis.

Mercado internacional: Chicago opera lateralizada à espera do USDA

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram movimentação lateralizada na sexta-feira (5), devolvendo os ganhos da sessão anterior. Por volta das 7h25 (horário de Brasília), os contratos para março eram cotados a US$ 11,26 por bushel e para maio a US$ 11,34 por bushel.

O mercado mantém atenção ao clima na América do Sul, que pode comprometer o potencial da safra 2025/26, e à produtividade estimada no Brasil, ainda próxima da média histórica, porém com sinais de fragilidade. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga seu novo relatório de oferta e demanda na próxima terça-feira (9), cenário que pode influenciar significativamente os preços.

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A demanda chinesa também segue sendo monitorada, com compras nos EUA estimadas em cerca de 12 milhões de toneladas, impactando a formação de preços no curto prazo. Questões macroeconômicas e geopolíticas continuam exercendo influência sobre as commodities globalmente.

Leves altas marcam retomada de preços após registros de exportações

Na quinta-feira (4), a soja para janeiro em Chicago registrou alta de 0,34%, a 1.119,50 cents por bushel, interrompendo três dias de desvalorização. O contrato para março avançou 0,29%, a 1.128,75 cents. O farelo e o óleo de soja também registraram pequenas elevações, com destaque para o óleo, que subiu 0,35%, a 51,53 cents por libra-peso.

O movimento foi impulsionado pelo primeiro registro oficial de vendas da temporada para a China, totalizando 232 mil toneladas dos 1.249.000 toneladas embarcadas na semana. Esse registro permite ao mercado dimensionar as compras chinesas após o recente acordo comercial.

No entanto, declarações do secretário do Tesouro dos EUA, prevendo a conclusão das compras chinesas apenas no fim de fevereiro de 2026, limitaram parte da alta, estimulando vendas de fundos em várias commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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