Política Nacional

Comissão aprova admissibilidade de PEC que cria incentivos fiscais para o setor de reciclagem

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 34/25, que estabelece um regime fiscal favorecido para operações com resíduos e materiais destinados à reciclagem, reutilização ou logística reversa.

O objetivo é garantir que a tributação sobre insumos reciclados seja inferior à aplicada aos insumos virgens, assegurando um diferencial competitivo para o setor.

De autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e outros parlamentares, a proposta busca corrigir o que os autores classificam como um tratamento injusto concedido pela reforma tributária (Emenda Constitucional 132/23).

Segundo a justificativa do projeto, a nova sistemática tributária poderia elevar a carga sobre materiais reciclados de patamares próximos a 0% para cerca de 27%, igualando-os aos insumos virgens e desestimulando a economia circular, com prejuízos para catadores e cooperativas.

O relator, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), apresentou parecer favorável à tramitação da proposta, destacando que o texto cumpre os requisitos exigidos. Em seu relatório, Manente explicou o papel da comissão nesta etapa inicial.

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“Compete à Comissão de Constituição e Justiça pronunciar-se acerca da admissibilidade das propostas de emenda à Constituição, examinando exclusivamente seus aspectos formais, constitucionais e regimentais, não cabendo, nesta fase, análise de mérito”, afirmou o relator.

Manente ressaltou ainda que a proposta não fere cláusulas pétreas da Constituição, como a forma federativa de Estado ou os direitos e garantias individuais.

A PEC prevê a inclusão de dispositivos na Constituição Federal e na emenda da reforma tributária para garantir que o sistema tributário favoreça a proteção do meio ambiente por meio de incentivos à reciclagem.

Próximos passos
Com a admissibilidade aprovada pela CCJ, a PEC 34/25 será agora analisada por uma comissão especial, que será constituída especificamente para avaliar seu mérito. Após essa fase, o texto precisará ser votado em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado Federal.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão debate impactos da escala 6×1 sobre a saúde

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A Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 (PEC 221/19) da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), duas audiências públicas para discutir os impactos da jornada de trabalho e propostas de redução da carga semanal.

A primeira audiência será realizada às 10 horas, no plenário 2, e terá como tema os impactos da escala 6×1 sobre a saúde e exemplos de negociações espontâneas.

A audiência atende a pedidos dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Fernando Mineiro (PT-RN) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP). Segundo os parlamentares, é fundamental que a comissão conheça diagnósticos, estudos e pesquisas sobre o uso do tempo de trabalho a partir de dados produzidos por instituições e entidades ligadas ao tema.

Os deputados afirmam que a redução da jornada de trabalho deve ser analisada diante das mudanças no modo de produção, do aumento da produtividade por meio da automação e da incorporação de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial.

Centrais sindicais
Às 14 horas, no mesmo local, o colegiado debate a redução da jornada de trabalho sob a perspectiva da classe trabalhadora.

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O debate atende a pedido dos deputados Daiana Santos (PCdoB-RS) e Fernando Mineiro (PT-RN). Segundo os parlamentares, é fundamental que a comissão conheça a posição das principais representações sindicais de empregadores e trabalhadores sobre os impactos da revisão do tempo de trabalho.

Os deputados afirmam que a discussão envolve mudanças na organização produtiva e na economia nacional, com reflexos no mundo do trabalho, no movimento sindical e no sistema de relações de trabalho. Eles destacam ainda que o avanço da automação, das novas tecnologias e da inteligência artificial torna essencial o debate sobre redução da jornada.

Foram convidados os presidentes da CUT e da Força Sindical, entre outras centrais sindicais.

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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