Política Nacional

Comissão aprova exigência de programa de integridade para contratos a partir de R$ 10 milhões

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A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que obriga a empresa vencedora de licitações com valor igual ou superior a R$ 10 milhões a implantar um programa de integridade simplificado. A empresa terá um prazo de seis meses, após a assinatura do contrato, para comprovar a implementação das medidas.

Um programa de integridade simplificado é uma versão mais básica e acessível de regras anticorrupção (compliance) para empresas com contratos públicos. Ele se concentra em medidas essenciais, como a criação de políticas internas e canais de denúncia, dispensando exigências mais complexas.

Pelas regras atuais, o compliance é exigido apenas em contratos de grande vulto (acima de R$ 200 milhões). O objetivo da proposta é transformar o programa de integridade em um procedimento padrão no mercado de licitações

Foi aprovado o substitutivo do deputado Josenildo (PDT-AP) ao Projeto de Lei 3760/25, de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). O relator propôs um novo texto por considerar que a redação original, que exigia uma certificação de integridade por entidade externa, acarretaria custos elevados para as empresas.

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Em seu parecer, o relator defendeu que é possível ampliar o alcance da medida de integridade, desde que de forma simplificada e com custos menores para as empresas. “Entendemos que é possível reduzir o valor limite de mais de R$ 200 milhões para R$ 10 milhões desde que, para esse intervalo, seja estabelecida a obrigatoriedade de implantação de programa de integridade simplificado pelo licitante vencedor, nos termos de regulamento”, afirmou Josenildo.

A medida altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Conforme a proposta, os critérios progressivos para o programa de integridade, que variarão conforme as faixas de valor da contratação, serão definidos em regulamento. Além disso, a existência de um programa do tipo passa a ser um dos critérios de desempate em licitações.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Seif pede impeachment do procurador-geral da República, Paulo Gonet

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O senador Jorge Seif (PL-SC), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (2), anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parlamentar afirmou que as informações divulgadas pela imprensa apontando possível envolvimento do procurador com Daniel Vorcaro, pivô do escândalo financeiro do Banco Master, levantam suspeitas que precisam ser apuradas.

— É uma vergonha o que nós vimos ontem no Brasil. Não é um evento isolado: era viagem paga, é contrato editado por ministro, é tentativa de arquivamento, tentativa de terminar tudo em pizza por Paulo Gonet Branco, essa vergonha para o Ministério Público Federal — declarou, referindo-se ao procurador pelo nome completo.

O senador também defendeu a análise dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O parlamentar pediu ainda o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, cujo nome é citado em conversas dos investigados. Seif louvou, porém, o trabalho da PF.

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— Não dá para nós descredibilizarmos uma investigação que traz tantos componentes gravíssimos, como a Polícia Federal fez mesmo trabalhando sob um diretor-geral cooptado — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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