Política Nacional

Comissão debate cobranças abusivas de taxas em condomínios do Minha Casa, Minha Vida

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A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (25), audiência pública para discutir alternativas para evitar que famílias de baixa renda percam seus imóveis em razão de cobranças consideradas abusivas por administradoras condominiais privadas.

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 3.

O debate atende a pedido do deputado Pedro Uczai (PT-SC). Ele explica que, em Santa Catarina, moradores de diversos conjuntos do Minha Casa, Minha Vida enfrentam inadimplência condominial decorrente de taxas elevadas, o que tem levado à abertura de processos de execução e penhora de imóveis.

“Apenas nas duas varas cíveis da comarca de Jaraguá do Sul (SC), já tramitam processos de execução e penhora em desfavor de pelo menos 115 proprietários, que estão sujeitos a perderem suas residências”, destaca.

O deputado espera, com o debate, esclarecer a situação enfrentada pelas famílias, discutir alternativas jurídicas e administrativas e avaliar medidas que garantam moradia digna e segurança residencial para os beneficiários do programa.

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Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Projeto amplia indenização em contratos entre pessoas jurídicas

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O Projeto de Lei 144/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aplica a regra da rescisão imotivada para todo contrato de prestação de serviço entre pessoas jurídicas, mesmo sem previsão expressa no contrato. O texto, que inclui a regra no Código Civil, está em análise na Câmara dos Deputados.

Atualmente, se um prestador de serviço for despedido sem justa causa antes do prazo contratual, o contratante deve pagar integralmente o valor já vencido e a metade do valor que seria devido até o final do contrato. A proposta amplia essa regra para qualquer contrato entre pessoas jurídicas.

Segundo Laura Carneiro, ainda há controvérsia sobre a aplicação da regra nesses contratos em casos de rescisão unilateral, imotivada e antecipada. A proposta, de acordo com a deputada, segue interpretação recente do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu pela não restrição da regra a contratos entre pessoas.

“Não há mais espaço para dúvidas quanto à aplicabilidade das normas próprias aos contratos de prestação de serviços sobre aqueles firmados entre pessoas jurídicas, empresárias ou civis. É provável que a maior proporção desses contratos na atualidade envolva contratantes pessoas jurídicas, diante da pejotização”, disse a deputada.

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Próximos passos
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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