Política Nacional

Comissão debate crise do setor leiteiro e prática de concorrência desleal

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (26) audiência pública para discutir a crise enfrentada pelo setor leiteiro e a possível prática de dumping nas importações de leite em pó.

O dumping consiste na venda de produtos a preços abaixo do valor de mercado com o objetivo de eliminar a concorrência.

A reunião será realizada no plenário 6, às 14 horas.

O debate atende a pedido do deputado Domingos Sávio (PL-MG). Ele afirma que o objetivo é ouvir autoridades e representantes do setor para avaliar os impactos econômicos e sociais da queda nos preços pagos ao produtor, do aumento dos custos de produção e do crescimento das importações de leite em pó, especialmente de países do Mercosul.

Domingos Sávio aponta que produtos estrangeiros têm chegado ao mercado nacional com preços inferiores aos praticados internamente, o que pode caracterizar dumping e gerar concorrência desleal contra a produção brasileira.

“A queda acentuada nos preços pagos ao produtor, aliada ao aumento dos custos de produção, tem comprometido a sustentabilidade econômica do setor”, afirma.

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O parlamentar observa ainda que o indeferimento, pelo governo federal, do pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para abertura de investigação sobre dumping tem sido criticado por representantes do setor, que defendem medidas de defesa comercial.

Da Redação – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Comissão aprova maior proteção e acesso à saúde de mulheres de comunidades tradicionais

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A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que amplia a rede de proteção e o acesso à saúde de mulheres em áreas rurais, quilombolas, indígenas e tradicionais.

A proposta prevê a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) nessas regiões, além de campanhas de prevenção à violência contra a mulher e da divulgação das instituições de proteção disponíveis.

O projeto de lei também obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a assegurar a essas mulheres acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, o que inclui atendimento em saúde sexual e reprodutiva, assistência ao parto seguro e acolhimento pós-violência, além da oferta de unidades móveis adaptadas para alcançar territórios de difícil acesso.

Na área da educação, o texto prevê que escolas localizadas em locais de difícil acesso adotem programas educacionais com conteúdos sobre saúde, prevenção da violência, educação política, direitos humanos e direitos reprodutivos.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), para os projetos de lei 5546/23, da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA), e 4287/24, apensado, do deputado Romero Rodrigues (Pode-PB). O novo texto integra as mudanças em legislações já existentes. Segundo a relatora, essa estratégia garante mais clareza e eficiência na aplicação dos direitos das mulheres de povos tradicionais.

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“O substitutivo fortalece a legislação capaz de enfrentar as múltiplas formas de desigualdade que atingem as mulheres em áreas rurais e em territórios indígenas,  quilombolas e tradicionais”, destaca a relatora.

O texto aprovado altera a Lei do SUS, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Lei das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e a Lei Maria da Penha.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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