Política Nacional

Comissão debate impactos das demissões no Sistema Eletrobras

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A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (28) audiência pública sobre os impactos sociais e jurídicos das demissões no antigo Sistema Eletrobras (atual Axia Energia). A reunião será realizada às 16 horas, em plenário a ser definido.

O debate atende a pedido do deputado Reimont (PT-RJ). Ele afirma que os desligamentos vêm sendo realizados por meio de planos de demissão voluntária (PDVs) que, “na prática, têm sido conduzidos sob pressão e ameaça de justa causa, ferindo princípios constitucionais e garantias trabalhistas”.

Segundo o parlamentar, o objetivo da audiência é analisar as demissões em massa sob a ótica dos direitos humanos e da dignidade do trabalhador.

“É essencial assegurar um debate amplo sobre as consequências sociais, jurídicas e humanas das demissões no Sistema Eletrobras, que afetam diretamente a subsistência das famílias e a dignidade da pessoa humana”, afirma.

Novo nome
Na semana passada, a Eletrobras anunciou que se chama Axia Energia. A mudança reforça a estratégia da companhia de se posicionar como um grupo privado, depois que foi privatizada, em 2022.

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O nome Axia, de origem grega, significa “valor” e remete também, segundo a empresa, à ideia de “eixo, aquilo que conecta, sustenta e gera movimento”.

Da Redação – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.

Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.

Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.

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O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.

Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.

“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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