Política Nacional

Comissão debate resultados da COP30 para o bioma caatinga

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (16), a mesa-redonda “análise dos resultados obtidos na COP30 em relação ao bioma caatinga”. O debate será realizado às 10 horas, no plenário 2.

O evento atende a pedido do deputado Leônidas Cristino (PDT-CE). Segundo o parlamentar, o objetivo é analisar de forma detalhada e transparente os resultados alcançados na COP30, realizada em Belém (PA), no que diz respeito ao bioma caatinga.

Ele destaca que a caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional e 70% da região Nordeste, sendo um patrimônio natural com elevado grau de endemismo.

De acordo com o deputado, a preservação desse bioma é essencial para milhões de brasileiros que vivem no semiárido e dependem de seus recursos. O bioma funciona como sumidouro de carbono e ajuda a reduzir os impactos da crise climática.

Cristino afirma que a região enfrenta forte degradação ambiental e pressões relacionadas às mudanças climáticas, como secas mais intensas e chuvas irregulares.

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“Nesse contexto, a COP 30 representou uma oportunidade de colocar a caatinga na agenda climática. Foram articulados compromissos, discutidos investimentos e propostas de cooperação que visam a proteção e o desenvolvimento sustentável da região” diz o deputado.

O debate, segundo ele, permitirá avaliar como os acordos internacionais poderão se transformar em políticas públicas federais.

Agência Câmara
Meio Ambiente - Geral - Bioma - Biomas do Brasil - Amazônia - Caatinga - Cerrado - Mata Atlântica - Pampa - pantanal

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Deputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais

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O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) afirmou que a medida provisória sobre renegociação de dívidas rurais (MP 1376/26) ficou abaixo do texto defendido pela Frente Parlamentar da Agropecuária, mas foi “o possível” na negociação com o governo.

Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (17), o deputado disse que a MP permite a produtores afetados por perdas climáticas renegociarem dívidas e plantarem a próxima safra.

Alceu Moreira lembrou que a medida provisória foi resultado de um acordo construído entre o governo, representantes do setor e parlamentares, mediado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Acordo
O deputado disse que, desde 2023, o setor buscava uma negociação com o governo para reparar as perdas de produtores com secas ou enchentes dos últimos anos.

O Projeto de Lei 5122/23, nesse sentido, vinha sendo debatido no Congresso. A equipe econômica do governo, no entanto, não aceitava os termos da proposta, que, entre outros pontos, permitia a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-sal para socorrer os agricultores.

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Diante do impasse nas negociações, nos últimos dias, foi construído um texto alternativo.

“O nosso produtor precisa estar nos bancos hoje negociando a próxima safra e a renegociação da dívida. A medida provisória, com certeza, nessa circunstância, foi o melhor remédio”, avaliou Alceu Moreira.

Medidas provisórias entram em vigor a partir da sua edição.

Dívidas de R$ 100 bilhões
Segundo estimativa do Ministério da Fazenda, a renegociação alcançará cerca de R$ 100 bilhões em dívidas e o impacto anual deverá ser inferior a R$ 4 bilhões nas contas públicas.

A medida provisória, segundo Alceu Moreira, trouxe prazos e juros melhores que a proposta inicial do governo, mas ainda inferiores ao que o setor queria. “O texto é o bom? Não, ele não é. Acho que foi o possível para ser negociado.”

“Nós estamos conseguindo oito anos [de prazo de reembolso] com dois de carência, portanto, 10 anos, mas nós queríamos 10 [para reembolso] mais 3 [de carência]”, comparou Moreira.

“Queriam nos dar juros de 6%, 9% e 12%. Nós trabalhamos muito e acabamos ficando em 5%, 8% e 11%. Eles queriam apenas um enquadramento de quem tivesse duas safras frustradas de 2019 até 2025. E nós conseguimos incluir aqueles que tiveram perda igual ou superior a 30% em duas safras, de 19 a 25”, continuou.

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“E aqueles que tiveram três safras com perda superior a 40% terão uma condição ainda mais vantajosa, com juro menor e prazo maior”, comemorou o deputado.

Mudanças no relatório
A medida provisória, embora tenha vigência imediata, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

Alceu Moreira afirmou que a Frente Parlamentar da Agropecuária pretende continuar discutindo o tema e negociar mudanças no relatório. “Isso nos dá tempo para a negociação.”

Da Rádio Câmara
Edição- Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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