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Comissão Tripartite aprova Plano Decenal de Fortalecimento do Sisnama

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A Comissão Tripartite Nacional (CTN) aprovou, na última terça-feira (9/6), o Plano Decenal de Fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), após a incorporação das contribuições recebidas durante consulta pública. O documento orientará, pelos próximos dez anos, ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental no país. 

A deliberação ocorreu durante a 33ª Reunião da Comissão Tripartite Nacional, realizada na sede do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes dos órgãos ambientais das três esferas de governo para discutir temas estratégicos da gestão ambiental brasileira. 

O plano estabelece diretrizes para ampliar a cooperação entre União, estados e municípios na gestão ambiental, fortalecer as capacidades institucionais dos órgãos ambientais — especialmente no âmbito municipal — e aprimorar os mecanismos de coordenação e financiamento do sistema. 

Elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Plano Decenal busca consolidar boas práticas de governança nas comissões tripartites estaduais, ampliar a cooperação federativa e fortalecer as capacidades técnicas e institucionais dos órgãos ambientais em todo o país. 

A proposta foi construída com base em diagnóstico desenvolvido pelo Ipea, organizado em três eixos: arquitetura e governança, capacidades estatais e financiamento. O estudo subsidiou a definição das prioridades e estratégias para o fortalecimento do Sisnama ao longo da próxima década. 

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Outro destaque da reunião foi a discussão sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e as ações de controle de constitucionalidade em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Como encaminhamento, os participantes acordaram a realização de um seminário para aprofundar o debate sobre os pontos em análise pelo Judiciário e aqueles que poderão demandar regulamentação futura. A iniciativa busca promover o alinhamento entre União, estados e municípios e contribuir para maior segurança jurídica na aplicação das normas de licenciamento ambiental. 

A reunião também marcou a formalização de novos Protocolos de Intenções em Educação Ambiental entre o MMA e secretarias estaduais de meio ambiente. Ao todo, 11 estados aderiram à iniciativa nesta etapa. Com vigência de cinco anos, os acordos visam fortalecer a governança da educação ambiental e climática, ampliar a articulação entre os entes federativos e consolidar a educação ambiental como política pública permanente para a promoção da sustentabilidade e o enfrentamento das mudanças climáticas. 

Entre as ações previstas estão o apoio à criação e ao fortalecimento de políticas e programas municipais de educação ambiental, a promoção de instâncias locais de governança participativa, o monitoramento das ações por meio do Sistema MonitoraEA e o incentivo à formação, ao intercâmbio de experiências e à ampliação de fontes de financiamento para iniciativas nos territórios. 

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Os protocolos também preveem cooperação para a implementação, nos municípios, de programas coordenados pelo MMA, como o Programa Nacional de Centros de Educação Ambiental, o Salas Verdes, o Circuito Tela Verde, o Programa Município Educador Sustentável, o Junho Verde e os cursos de capacitação oferecidos pela plataforma EducAmb. 

Durante a reunião, também foram apresentados informes sobre os recursos da compensação ambiental destinados a estados e municípios, os novos painéis de monitoramento dos repasses oriundos das concessões florestais, o sistema de monitoramento de emissões de metano por satélite desenvolvido em parceria com a Carbon Mapper e o painel de destinação final de resíduos sólidos, elaborado em conjunto com a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa). 

A Comissão Tripartite Nacional é um espaço permanente de articulação entre União, estados e municípios voltado à construção e ao aperfeiçoamento das políticas públicas ambientais, promovendo a cooperação federativa e o alinhamento das ações de gestão ambiental em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Colheita do algodão avança no Brasil, mas controle do bicudo ainda domina atenção dos produtores

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A colheita do algodão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, mas o foco dos agricultores ainda está concentrado no controle de pragas, especialmente do bicudo-do-algodoeiro, uma das maiores ameaças à produtividade e à qualidade da fibra.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última sexta-feira (12), a colheita alcançava 1,7% da área cultivada no país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior, embora permaneça abaixo dos 2,8% observados no mesmo período da safra passada.

Apesar do atraso em relação a 2025, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 1,4%, indicando evolução gradual dos trabalhos no campo.

Bahia lidera colheita do algodão no país

Entre os estados produtores, a Bahia apresenta o maior percentual de áreas colhidas, com 7% dos trabalhos concluídos. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 3%, Goiás, com 2%, Minas Gerais, com 1%, e Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, com 0,2% da área colhida.

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Enquanto a colheita avança lentamente, a maior parte das lavouras brasileiras segue em fases finais do ciclo produtivo. Segundo a Conab, cerca de 80,5% das áreas encontram-se em maturação, enquanto 17,6% ainda estão na etapa de formação de maçãs e enchimento dos capulhos.

Controle do bicudo continua sendo prioridade

Nas principais regiões produtoras, o manejo fitossanitário permanece como uma das principais preocupações dos agricultores. Em Mato Grosso, onde a colheita começou recentemente, os esforços seguem concentrados no monitoramento e controle do bicudo-do-algodoeiro.

A praga é considerada uma das mais prejudiciais à cultura, podendo comprometer significativamente a produtividade e elevar os custos de produção caso não seja controlada de forma eficiente.

Especialistas destacam que o sucesso da safra dependerá não apenas do desempenho da colheita, mas também da manutenção da sanidade das lavouras até o encerramento do ciclo.

Clima favorece qualidade da fibra na Bahia

Na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país, a colheita apresenta atraso em relação ao cronograma habitual devido ao prolongamento do ciclo da cultura. O fenômeno está associado às temperaturas noturnas mais baixas registradas durante o desenvolvimento das plantas.

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Embora tenha retardado o avanço dos trabalhos, esse cenário climático tende a favorecer a qualidade da fibra, fator considerado positivo para a comercialização e para a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Perspectivas para a safra

Com a maturação avançando em grande parte das áreas cultivadas, a expectativa é de aceleração da colheita nas próximas semanas, especialmente em Mato Grosso e na Bahia, estados responsáveis por parcela significativa da produção nacional.

O setor acompanha atentamente as condições climáticas e a evolução do controle fitossanitário, fatores que serão determinantes para consolidar o potencial produtivo da safra e garantir a qualidade da fibra destinada aos mercados interno e externo.

O Brasil segue entre os maiores exportadores mundiais de algodão, e o desempenho desta safra será estratégico para manter a competitividade da cadeia produtiva e ampliar a participação do país no comércio global da pluma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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