Política Nacional

Comissões vão debater bebida adulterada com metanol

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O Senado vai debater na próxima quarta-feira (15), a partir das 9h, a crise provocada pela circulação no país de bebidas alcoólicas adulteradas, em especial com a adição de metanol.

A audiência pública (REQ 88/2025 – CAS), proposta pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta (8). O debate será feito pelo colegiado em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos (CDH). 

Entre os participantes sugeridos por Nelsinho Trad, estão representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Receita Federal do Brasil, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), da Polícia Federal e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Para o senador, o debate com os principais órgãos envolvidos no questão é relevante para buscar meios de garantir a rastreabilidade e segurança do consumo de bebidas, incluindo a discussão sobre a retomada de um sistema de rastreabilidade semelhante ao antigo Sistema de Controle de Produção de Bebida (Sicobe) para conter o mercado de falsificação no Brasil. O senador defende que é preciso pensar num sistema modernizado, com recursos tecnológicos que permitam ao consumidor verificar, por meio de seu celular, a procedência e a regularidade do produto adquirido.

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— O objetivo é claro: coibir a produção clandestina, fortalecer a fiscalização, dar mais confiança ao consumidor e assegurar que a saúde pública esteja sempre em primeiro lugar. Por isso, peço o apoio dos colegas para que possamos promover esse debate, reunindo autoridades sanitárias, especialistas, representantes do setor produtivo e órgãos de defesa do consumidor, em busca de soluções efetivas para este grave problema.

O senador também sugeriu a participação do vice-ministro do Ministério da Indústria e Comércio do governo da República Dominicana, Ramón Péres Fermin. De acordo com Trad, aquele país também enfrentou crise semelhante em relação ao mercado de falsificação de bebidas e conseguiu conter o problema com um sistema de rastreabilidade. 

Outros debates

A CAS aprovou ainda dois requerimentos para debater outros temas. Um deles, apresentado pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), vai discutir as políticas públicas de prevenção à prematuridade e de atendimento aos bebês prematuros e suas famílias (REQ 87/2025 – CAS). 

Também foi aprovada a promoção de audiência pública sobre o estímulo ao uso de novas tecnologias, metodologias e serviços no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (REQ 91/2025 – CAS). O debate foi sugerido pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). O complexo reúne órgãos governamentais, indústria química e biotecnológica e outras instituições articuladas para a pesquisa e inovação no desenvolvimento e produção de novos medicamentos, materiais e equipamentos de saúde.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Lei reconhece Ayrton Senna como Herói da Pátria

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Foi sancionada nesta quarta-feira (1º) a Lei 15.447/26, que reconhece Ayrton Senna oficialmente como Herói da Pátria. O nome do ex-piloto de Fórmula 1 será inscrito no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.

O título de Herói ou Heroína da Pátria é concedido a personalidades que tiveram papel relevante na defesa ou na construção do Brasil. Criado em 1992, o livro é gravado em páginas de aço e fica em exposição no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) e venceu 41 grandes prêmios ao longo da carreira. Em 2023, foi declarado Patrono do Esporte Brasileiro pela Lei 14.559/23. O piloto morreu em um acidente em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

A homenagem a Senna foi proposta pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), por meio do Projeto de Lei 789/24. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em março, com parecer favorável da deputada Caroline de Toni (PL-SC) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR) pela Comissão de Cultura.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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