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Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo aprova estratégia nacional para fortalecimento do voluntariado

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O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif) aprovou, na última quarta-feira (18/3), resolução que institui a Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo. A iniciativa reforça o papel de comunidades, organizações locais e voluntários na proteção ambiental e no enfrentamento aos incêndios florestais, com uma abordagem mais integrada, participativa e sustentável. 

A deliberação ocorreu durante a 6ª reunião ordinária do colegiado, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília (DF). 

A medida passa a integrar os Programas de Brigadas Florestais previstos na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída pela Lei nº 14.944/2024, e fortalece a participação da sociedade na prevenção e no combate aos incêndios florestais em todo o país. A estratégia também busca ampliar e qualificar o voluntariado no manejo do fogo, além de fortalecer a articulação entre instituições públicas e privadas. 

Com alcance nacional, a iniciativa poderá ser adotada por órgãos públicos e organizações da sociedade civil em todas as esferas. A adesão será voluntária, mediante termo formal com o MMA. 

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, afirmou que a iniciativa demonstra os avanços na estruturação da política de manejo do fogo no país. Segundo ele, desde a instalação do comitê, vêm sendo adotadas regulamentações e medidas que contribuem para consolidar um sistema nacional na área. 

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“Estamos construindo e fazendo história ao estruturar a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O objetivo é que essas ações cheguem ao território e transformem a realidade, para que o Brasil se torne, cada vez mais, um país resiliente ao fogo”, destacou. 

A norma estabelece ainda diretrizes para o funcionamento, cadastro e atuação das brigadas voluntárias, incluindo a criação de um Cadastro Nacional de Brigadas Florestais Voluntárias, a ser coordenado pelo ministério, com integração aos cadastros estaduais e distrital. O objetivo é aprimorar a gestão das informações, fortalecer a coordenação das ações e ampliar a efetividade das respostas aos incêndios. 

Também estão previstos instrumentos como planos de ação, projetos político-pedagógicos, planos de comunicação e guias de boas práticas para orientar a implementação da estratégia. A medida entrará em vigor 90 dias após a publicação. 

Durante a reunião, foi apresentado um panorama dos projetos do Fundo Amazônia voltados ao fortalecimento dos Corpos de Bombeiros Militares nos nove estados da Amazônia Legal no combate a incêndios florestais, com investimento de R$ 371 milhões, além de ações apoiadas pelo Fundo em estados do Cerrado e do Pantanal, que somam R$ 150 milhões, destinados ao fortalecimento de iniciativas de prevenção e combate a incêndios. 

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Também foram destacados os investimentos do programa Floresta+ Amazônia para o fortalecimento do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Prevfogo/Ibama).  

A iniciativa, que recompensa quem protege e recupera a floresta, é coordenada pelo MMA e implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF). Nesse caso, os investimentos somam R$ 26 milhões. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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