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Comitiva conhece experiência em MG para implantação da APAC Cuiabá

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Para aprimorar a efetividade da persecução penal, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso estabeleceu entre as prioridades de atuação o fomento à implantação da primeira unidade prisional em Cuiabá com a utilização do método APA (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). Várias ações vêm sendo executadas visando a implementação do projeto estratégico.

Na quarta-feira (28), representantes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso visitaram as instalações da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e da  Apac Feminina de Belo Horizonte, no Bairro Gameleira, região Oeste da Capital.

Coordenadora do projeto estratégico no MPMT, a procuradora de Justiça Josane Guariente destacou a importância da troca de experiência. “Minas Gerais é modelo da metodologia, haja vista a expansão das APACs no Brasil e em outros países. É uma excelente alternativa, uma vez que, comprovadamente, possui índices muito mais baixos de reincidência. Além disso, o custo de um preso nas APACs se mostra, também, bem inferior. É um método que tem oportunizando com eficácia a reinserção social, resgatando vidas, famílias, e consequentemente, a sociedade”, destacou.

A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, disse que a comitiva encontrou em Minas Gerais o respaldo e a parceria necessária para a implantação do método Apac no Estado. “Estamos encantados com a recepção e com o sistema na prática. Essa vivência da experiência apaquiana era algo que eu sonhava há muito tempo, mas está superando todas as expectativas. Todos nós da comitiva saímos muito agradecidos e esperançosos pela aplicação do método, principalmente, pela visão humanitária ampla e efetiva”, afirmou.

O desembargador membro do GMF/TJMT, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, agradeceu ao TJMG por proporcionar a visita e se disse emocionado após conhecer de perto o método: “Fomos tão impactados emocionalmente que eu, por muitas vezes, não consegui segurar o choro. Isso em face de toda uma perspectiva que a gente vislumbra, e tem certeza, que também podemos fazer o que Minas já está fazendo.”

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A comitiva foi acompanhada pelo supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador José Luiz de Moura Faleiros, e pelo coordenador-geral do segmento Apac, desembargador Antônio Carlos Cruvinel.

Na Apac de Betim, os visitantes conheceram os espaços para laborterapia, costura e marcenaria, padaria, salas de aula e biblioteca, assim como a galeria para exposição de artesanatos, a enfermaria e a barbearia. No local, atualmente, existem 167 recuperandos, sendo 93 em regime fechado, 45 no semiaberto em trabalho intramuros e 29 no semiaberto em trabalho externo.

Bom trabalho – Segundo o supervisor do GMF/TJMG, desembargador José Luiz Faleiros, as visitas permitem que outros tribunais do País conheçam o bom trabalho realizado pelo segmento Apac em Minas Gerais. “Estamos felizes com a comitiva do Mato Grosso, que veio buscar nosso know-how para implantação de Apacs. A partir de agora, o Estado sabe como funciona a unidade física e também de como funciona a parte administrativa para implantação, conforme resoluções do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e do CNJ, além da legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e os termos celebrados com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)”, disse.

O coordenador-geral do segmento Apac, desembargador Antônio Carlos Cruvinel, ressaltou o fato de nosso Estado ser pioneiro na metodologia que favorece a recuperação de recuperandas e recuperandos. “Eles vieram buscar experiências que Minas conquistou ao longo do tempo, para implantar o sistema no Mato Grosso”, afirmou.

Apacs – Alternativa ao sistema prisional comum, as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), entidades civis de Direito Privado com personalidade jurídica própria, são apoiadas pelo TJMG desde 2001 e contam com um trabalho baseado na valorização humana, oferecendo condições de recuperação às condenadas e aos condenados. A metodologia Apac se consolidou como importante ferramenta para humanizar o sistema de execução penal, contribuindo para a construção da paz social.

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Presenças – Também participaram da visita à Apac de Betim a juíza da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy; o juiz diretor do foro da Comarca de Betim, Carlos Márcio de Souza Macedo; a juíza Titular da Vara da Infância e Juventude e Execução Penal da Comarca de Betim, Simone Torres Pedroso; a coordenadora de relações com o Sistema de Justiça da Sejusp, Sabrina Silva Machado; a diretora-geral da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (Fbac), Tatiana Flávia Faria de Souza; o diretor de gestão da Fbac, Ari de Jesus Soares Pereira; a diretora de Custódias Complementares (DCS) da Sejusp, Lilian Aparecida Graciano Magalhães; o assessor da DCS, Nélio Teles; e a diretora-presidente da Apac Betim, Renata de Bessa Rachid Diniz.

A comitiva mato-grossense era formada ainda pelo desembargador membro do GMF/TJMT, desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues; pela juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Viviane Brito Rebello; pelo juiz do GMF/TJMT Bruno D’Oliveira Marques; pela procuradora de Justiça do MPMT Josane Fátima de Carvalho Guariente; pela subprocuradora-geral de Justiça do MPMT, Hellen Uliam Kuriki; pelo juiz Caio Martins de Almeida Neves; pelo assessor do TJMT Marco Augusto de Almeida; pela cerimonialista do TJMT Vanessa Pereira de Oliveira; pelas assessoras do MPMT Amanda Freire Amorim, Maria Aparecida de Andrade Del Llano, Natacha de Souza Ayesh e Waldicele Maria de Arruda Duarte; pela psicóloga Daniela Cristiane Carvalho; e pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Confressa, padre Marco Antônio Dormeu Galo

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Tecnologias são compartilhadas em reunião da Rede de Controle em MT

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O Mistério Público de Mato Grosso (MPMT) participou, na quinta-feira (25, de mais uma reunião de trabalho da Rede de Controle da Gestão Pública do Estado de Mato Grosso realizou, voltada ao fortalecimento da atuação integrada entre os órgãos de controle. Durante o encontro, os membros apresentaram soluções tecnológicas, sistemas e ferramentas desenvolvidas por suas instituições que poderão ser compartilhadas e utilizadas pelos demais integrantes da Rede.Representando o MPMT, o promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz ressaltou a importância do compartilhamento, entre os órgãos de controle, de sistemas que poderão contribuir para o fortalecimento das atividades de controle, fiscalização e aperfeiçoamento da gestão pública pelos demais integrantes da Rede.Durante sua participação, o promotor também anunciou que o município de Barra do Bugres informou à Promotoria local que pretende aderir ao Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos Municípios, iniciativa voltada à promoção da ética, da transparência e das boas práticas de governança na administração pública municipal.A reunião teve como objetivo ampliar a integração entre os órgãos de controle por meio do compartilhamento de sistemas, plataformas e experiências bem-sucedidas que possam ser replicadas pelas instituições participantes.Representando a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), o auditor do Estado Jonathas Fujii apresentou o portfólio de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) desenvolvido pela instituição. Entre as ferramentas destacadas estão o Sistema de Controle Interno (SCI), o CGE Alerta, o Cadastro Estadual de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis), o Fale Cidadão, além de outras soluções voltadas ao fortalecimento da gestão pública, da transparência e do controle interno.O superintendente da Controladoria-Geral da União em Mato Grosso (CGU), Ricardo Placido Ribeiro, apresentou ferramentas como o e-Aud, o Fala.BR e os painéis Primus e Emendas PIX. Já o procurador-chefe da União em Mato Grosso, Juscelino Passos dos Santos Junior, compartilhou informações sobre o programa PGU Delas e o Sistema de Inteligência Jurídica Sapiens, da Advocacia-Geral da União (AGU).O secretário do Tribunal de Contas da União em Mato Grosso (TCU), René Neuenschwander, também colocou à disposição dos integrantes diversos sistemas desenvolvidos pelo órgão.Já o coordenador da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso e 2º vice-presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), Paulo Farias, apresentou a Estratégia de Escuta Institucional do MUCCI (Modelo Único de Capacidade de Controle Interno), lançada na semana passada durante a 58ª Reunião Técnica do Conaci, em Porto Alegre (RS).A iniciativa busca ampliar a participação dos órgãos de controle interno na evolução do modelo, promovendo a coleta de experiências, sugestões e boas práticas para o aperfeiçoamento contínuo da ferramenta. A estratégia fortalece o diálogo entre União, estados e municípios, contribuindo para a consolidação de uma linguagem comum na avaliação da maturidade dos sistemas de controle interno. (Com informações da CGE-MT)
Fotos: CGE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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