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Complexo da soja projeta recorde de produção e esmagamento em 2025, aponta ABIOVE

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou projeções otimistas para o Complexo da Soja em 2025, confirmando expectativas de recorde para o setor. A produção total de soja está estimada em 170,3 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deve chegar a 58,5 milhões de toneladas, representando crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior.

A produção de derivados também apresenta avanço: o farelo de soja deve atingir 45,1 milhões de toneladas (alta de 0,7%) e o óleo de soja, 11,7 milhões de toneladas (crescimento de 0,4%).

Crescimento sustentado pelo consumo interno e exportações

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, o aumento no processamento indica que a indústria mantém ritmo consistente, impulsionada pela demanda por farelo, pelas exportações e pelo consumo interno de óleo de soja, especialmente para a produção de biodiesel.

“O avanço do B15 reforça o biodiesel como um dos principais motores da cadeia e consolida o produto como o biocombustível mais eficiente e sustentável disponível no mundo”, afirma Amaral.

Exportações devem manter trajetória positiva

No cenário externo, o Brasil deve continuar como protagonista no comércio de soja e seus derivados. As exportações de soja em grãos estão projetadas em 109,5 milhões de toneladas. Já as vendas de farelo devem atingir 23,6 milhões de toneladas e as de óleo de soja, 1,35 milhão de toneladas.

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Quanto às importações, estão estimadas em 100 mil toneladas de óleo de soja e 800 mil toneladas de soja em grãos, principalmente para complementar a demanda do mercado interno.

Processamento mensal e acumulado apresentam alta

Em julho de 2025, o processamento de soja somou 4,7 milhões de toneladas, aumento de 3,4% frente a junho. Comparado a julho de 2024, o crescimento foi de 6,1%, considerando ajuste pelo percentual amostral. No acumulado do ano, o processamento já atingiu 30,6 milhões de toneladas, avanço de 6,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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