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Compras públicas da agricultura familiar em SP superam R$ 128 milhões e impulsionam renda no campo

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O Governo de São Paulo ultrapassou a marca de R$ 128 milhões em compras públicas da agricultura familiar desde 2023, fortalecendo cooperativas, ampliando a geração de renda no campo e consolidando o abastecimento de instituições públicas estaduais com alimentos produzidos no estado.

Os avanços ocorrem por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), considerado uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar paulista. Somente em 2025, o programa movimentou R$ 53,8 milhões em comercializações, valor recorde desde a criação da iniciativa.

O ritmo de crescimento segue acelerado em 2026. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, o PPAIS já soma R$ 36,8 milhões em compras públicas, ampliando a participação de produtores rurais e cooperativas nas vendas institucionais.

Agricultura familiar amplia presença nas compras públicas em SP

Coordenado pela Fundação Itesp, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o PPAIS conecta agricultores familiares ao mercado institucional, garantindo previsibilidade de renda e fortalecendo cadeias produtivas regionais.

Os alimentos adquiridos pelo programa abastecem escolas, universidades, hospitais e unidades prisionais, contribuindo para a segurança alimentar e incentivando a produção agropecuária paulista.

Os números evidenciam a expansão do programa nos últimos anos. Em 2023, o volume comercializado pelo PPAIS foi de R$ 17,2 milhões. Em 2024, o valor avançou para R$ 20,4 milhões. Já em 2025, houve um salto expressivo para R$ 53,8 milhões.

Mudanças ampliaram participação de produtores e cooperativas

O crescimento do programa é resultado de uma série de medidas adotadas pelo governo paulista para ampliar o acesso dos agricultores familiares às compras públicas.

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Entre as principais mudanças está o aumento do limite anual de comercialização por produtor ou cooperativa, que passou de R$ 52 mil para R$ 104 mil. O programa também ampliou a lista de produtos adquiridos pelo estado, incluindo itens como café torrado e moído.

Outra iniciativa importante foi a realização de mutirões para emissão da Declaração de Conformidade ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (DCOMP), documento que habilita produtores e cooperativas a participarem das chamadas públicas.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, os resultados refletem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor.

“São mais de R$ 128 milhões movimentados pelo PPAIS desde 2023, levando renda para milhares de produtores e fortalecendo cooperativas em todas as regiões do estado”, afirmou.

Cadeias do leite e café ganham protagonismo no programa

Além do fortalecimento do hortifruti, tradicionalmente consolidado no PPAIS, as cadeias produtivas do leite e do café ganharam destaque na atual gestão.

A inclusão do café nas compras institucionais abriu novas oportunidades para cooperativas da agricultura familiar paulista, ampliando o valor agregado da produção e fortalecendo o mercado interno.

De acordo com o diretor executivo da Fundação Itesp, Lucas Bressanin, o crescimento do programa é resultado de planejamento e reorganização das ações voltadas ao setor.

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“Fortalecemos cadeias importantes, como leite e hortifruti, incluímos o café, ampliamos a adesão de produtores e os resultados vieram”, destacou.

O gestor do programa, Clóvis Etto, afirma que o foco agora é ampliar ainda mais as cadeias estratégicas.

“O hortifruti já se consolidou em praticamente todas as regiões do estado. Agora, o objetivo é impulsionar cadeias como leite e café, agregando valor à produção da agricultura familiar”, explicou.

Cooperativas ampliam comercialização e agregação de valor

A inclusão do café entre os produtos adquiridos pelo PPAIS já começa a gerar impactos positivos para cooperativas paulistas.

A Coopercuesta, localizada na região da Cuesta Paulista, está entre as beneficiadas pela medida. Segundo o presidente da cooperativa, Luís Carlos Josepetti Bassetto, o programa deve ampliar significativamente a comercialização da produção no mercado interno.

“Com o PPAIS, nossa expectativa é aumentar o processamento e a venda de café no Brasil, levando mais estabilidade, renda e desenvolvimento para os produtores da região”, afirmou.

Governo de SP projeta R$ 100 milhões em compras públicas em 2026

A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento é manter o ritmo de expansão do programa ao longo de 2026.

A meta do governo paulista é alcançar R$ 100 milhões em compras públicas da agricultura familiar somente neste ano, ampliando oportunidades de comercialização para cooperativas e produtores rurais e fortalecendo o abastecimento das instituições públicas com alimentos produzidos no campo paulista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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