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Conab realiza leilões quarta e quinta, em apoio à safra 24/25 no Sul do país

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O mercado de feijão no Brasil segue em ritmo cauteloso, com preços sustentados pela baixa disponibilidade de estoques e pela estratégia de retenção adotada pelos produtores. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará nos dias 1º e 2 de outubro (quarta e quinta-feiras próximas) leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), com o objetivo de apoiar a comercialização e o escoamento da safra 2024/25 de feijão-preto nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Nos leilões programados, serão ofertadas 16,2 mil toneladas de Pepro e outras 16,2 mil toneladas de PEP, totalizando 32,4 mil toneladas de feijão-preto subsidiado. Uma novidade nesta rodada é que não haverá limite por produtor para participar da subvenção, permitindo que os produtores possam participar tanto do Pepro quanto vender às empresas que contratarem o PEP. No entanto, é vedado ao agricultor negociar com a Conab um volume de feijão referente à mesma safra 2024/25 que exceda a produção prevista na área declarada no Sistema de Comercialização (Sican).

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O leilão do dia 1º de outubro será destinado à participação da agricultura familiar, com a oferta de 6,48 mil toneladas de Pepro de feijão-preto exclusivamente para agricultores familiares e suas cooperativas sediadas nos estados da região Sul. Já no dia 2 de outubro, os leilões de Pepro e PEP serão realizados em caráter de ampla concorrência, abertos a todos os produtores, cooperativas e empresas.

Além dos leilões, o mercado de feijão enfrenta desafios devido à escassez de estoques e à baixa liquidez nas negociações. A colheita em Minas Gerais, já acima de 95%, foi fortemente afetada pela mosca-branca, resultando em menor volume e esvaziamento das câmaras frias no Noroeste Mineiro e em Goiás. Isso reforça a ausência de estoques de qualidade para a entressafra, mantendo os preços firmes entre R$ 260 e R$ 290 por saca CIF São Paulo.

Nas regiões produtoras, as indicações FOB seguem sustentadas:

Itapeva (SP): até R$ 280/sc
Noroeste de Minas: até R$ 260/sc
Triângulo Mineiro: até R$ 246/sc
Sorriso (MT): até R$ 222/sc

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O plantio da primeira safra 2025/26 avança de forma desigual. No Rio Grande do Sul, o frio atrasou a semeadura em Campos de Cima da Serra, que concentra cerca de 40% da área, enquanto regiões mais quentes avançam mais rapidamente. A projeção nacional indica retração significativa: queda de 7,9% na área plantada e 12,6% na produção. Para o feijão-preto, o impacto é ainda maior, com redução de 27,2% na área e 31,3% na produção no Sul. No Paraná, a retração chega a 32% da área e 35,7% da produção.

Fonte: Pensar Agro

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Faesp critica veto a projeto dos safristas e alerta para agravamento da falta de mão de obra no campo

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o veto integral ao Projeto de Lei nº 715/2023, medida que permitiria aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante períodos de contratação temporária no setor agropecuário. Para a entidade, a decisão representa um retrocesso para o mercado de trabalho rural e tende a agravar a já crescente escassez de mão de obra enfrentada pelo campo brasileiro.

De acordo com a Faesp, o projeto aprovado pelo Congresso Nacional buscava criar um mecanismo capaz de conciliar a inclusão produtiva com a proteção social, garantindo que trabalhadores pudessem aceitar empregos temporários na agropecuária sem o risco de perder benefícios essenciais para a renda familiar.

Escassez de trabalhadores preocupa o setor produtivo

A entidade destaca que a falta de mão de obra tem sido um dos principais desafios enfrentados por diversas cadeias produtivas do agronegócio, especialmente em períodos de maior demanda por trabalhadores, como plantio, colheita e beneficiamento de produtos agrícolas.

Na avaliação da federação, o veto tende a reduzir o interesse de trabalhadores em aderir às vagas temporárias oferecidas pelo setor, dificultando ainda mais a contratação de equipes para atividades sazonais e comprometendo a eficiência operacional das propriedades rurais.

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Segundo a Faesp, a proposta representava uma alternativa equilibrada para ampliar a formalização do trabalho rural e, ao mesmo tempo, preservar a segurança econômica de famílias em situação de vulnerabilidade.

Formalização e inclusão produtiva

A federação reforça que políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho devem estimular a formalização, a geração de renda e a mobilidade social. Para a entidade, permitir que trabalhadores safristas mantenham benefícios sociais durante contratos temporários seria uma forma de incentivar a participação no mercado formal sem penalizar aqueles que dependem de programas de assistência.

Além de contribuir para a inclusão produtiva, a medida poderia ampliar a oferta de mão de obra disponível para o agronegócio, setor que enfrenta dificuldades crescentes para preencher vagas em diversas regiões do país.

Impactos para a produção de alimentos

A Faesp alerta que a falta de trabalhadores pode afetar diretamente a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro. A dificuldade de contratação durante os períodos mais intensos do calendário agrícola pode gerar atrasos operacionais e elevar custos de produção, impactando toda a cadeia de abastecimento.

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Para a entidade, o fortalecimento do setor passa pela adoção de políticas que conciliem proteção social, geração de empregos e estímulo à produção de alimentos.

Entidade seguirá defendendo mudanças

Em nota oficial, a Faesp afirmou que continuará atuando em defesa de soluções que garantam segurança social aos trabalhadores rurais e, simultaneamente, ofereçam condições para que o agronegócio mantenha sua capacidade de produzir, gerar empregos e contribuir para o crescimento econômico do país.

A entidade considera que a derrubada do veto ou a construção de novas propostas legislativas poderão recolocar o tema em discussão, buscando alternativas para reduzir o déficit de mão de obra no campo e ampliar as oportunidades de trabalho formal no setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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