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CONAREDD+ aprova elegibilidade de Mato Grosso do Sul e Goiás para captar recursos pela redução do desmatamento e degradação

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A Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) aprovou a elegibilidade dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul para captação de recursos provenientes do controle do desmatamento e degradação florestal. A validação ocorreu durante a sexta reunião ordinária do colegiado, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), na última terça-feira (14/10), de forma virtual.

Na prática, isso significa que os dois estados do Cerrado estão aptos a captar recursos pela redução do desmatamento e da degradação obtidos na região. No caso do Mato Grosso do Sul, são mais de 85 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2eq). Já em Goiás, a captação pode alcançar 182 milhões de tCO2eq, conforme estabelecido em resolução que reconheceu os resultados para o período.

A diretora do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Roberta Cantinho, ressalta que, para serem considerados elegíveis, os entes subnacionais precisaram seguir as diretrizes estabelecidas pelas resoluções da CONAREDD+.

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“O que garante que as iniciativas implementadas pelos estados contribuam para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, respeitem as salvaguardas de REDD+ e disponham de mecanismos de participação, transparência e divulgação de informações. É um processo que garante que os recursos vão completar o ciclo esperado”, detalhou a diretora, que também é presidente suplente da CONAREDD+.

A elegibilidade perante a comissão é, ainda, uma demonstração de reconhecimento dos esforços contínuos que estados têm feito para reduzir o desmatamento, promovendo maior integração entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Agora, os esforços poderão ser reconhecidos por potenciais financiadores e negociadores que tenham interesse em apoiar ações de proteção e conservação e recuperação de florestas. A decisão deverá ser oficializada por meio de resolução, a ser publicada no Diário Oficial da União nas próximas semanas.

Assista à sexta reunião ordinária no canal do MMA no YouTube aqui

Uma década da CONAREDD+

A CONAREDD+ foi criada em 2015 e reestabelecida em 2023, com a finalidade de coordenar, acompanhar, monitorar e revisar a Estratégia Nacional para REDD+, sigla em inglês para “Redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal, considerando o papel da conservação dos estoques de carbono florestal, do manejo sustentável de florestas e do aumento de estoques de carbono florestal”.

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O instrumento criado pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) reconhece os resultados alcançados por nações em desenvolvimento na redução das emissões florestais por ele geradas, bem como pelo aumento da fixação do carbono atmosférico pela recuperação florestal. Atualmente, a CONAREDD+ conta com três grupos de trabalho técnico, são eles: Salvaguardas; Repartição de Benefícios e Mensuração, Relato e Verificação (MRV).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais

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Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS

O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.

Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.

Etanol hidratado lidera produção no estado

Do total produzido em Mato Grosso do Sul:

  • 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
  • 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina

O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.

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Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial

O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.

A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.

A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.

Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios

Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.

A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.

Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.

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Integração entre agro e energia sustenta avanço

A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:

  • A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
  • Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
  • As pastagens representam aproximadamente 46% do território

Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.

Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia

Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.

O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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