Economia

Confac aprova Plano de Trabalho, avanços normativos e encaminha ações de cooperação internacional

Publicado

A 13ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta quinta-feira (11/12) em Brasília, promoveu um balanço do ano, aprovou Portaria Conjunta entre MDIC e MF, encaminhou ações de cooperação internacional e aprovou o Plano de Trabalho para o triênio 2026–2028, para o aprimoramento da governança e a modernização do comércio exterior brasileiro.

Na reunião, foi destacado o engajamento dos órgãos anuentes no Portal Único de Comércio Exterior e o recorde na utilização de Declarações Única de Importação (DUIMP), que chegou ao número de 1.114 em um único dia. No último ano, houve aumento de mais de 25 vezes na quantidade de declarações registradas conforme o Novo Processo de Importação.

O Plano de Trabalho 2026–2028 do Comitê foi estruturado em sete eixos estratégicos, em consonância com os princípios de eficiência, transparência e participação social. Destacam-se as atividades relacionadas à consolidação do Programa Portal Único de Comércio Exterior, ao fomento da utilização de gerenciamento de riscos, da integração logística e da ampliação da transparência no comércio exterior brasileiro.

Também foi aprovado o Relatório de Atividades de 2025, que consolidou as principais ações conduzidas pelo Comitê e seus subcolegiados. O documento sintetizou avanços regulatórios, iniciativas de facilitação e resultados alcançados nos últimos meses.

Outro tópico da agenda foi a aprovação de Portaria Conjunta MDIC/MF, elaborada com contribuições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro (DFPC) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Leia mais:  Governo abre consulta pública sobre serviços que poderão se beneficiar do regime das ZPE

A norma estabelecerá regras gerais para o controle administrativo das importações realizadas por meio da DUIMP, incluindo disposições sobre conferência, gerenciamento de riscos, definição de canal único, inspeção física, relatórios de verificação, liberação e entrega antecipada da mercadoria.

O objetivo é dar mais coerência ao sistema normativo de comércio exterior, na eliminação de possíveis sobreposições de competências e procedimentos, e no aprimoramento do tratamento das atribuições compartilhadas, particularmente sobre a liberação da DUIMP.

Por fim, foi apresentada iniciativa de cooperação internacional conduzida pelo governo brasileiro, em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC), destinada a apoiar Angola na implementação de boas práticas na cooperação entre órgãos de fronteira.

A proposta inclui o envio de delegação técnica de diversos órgãos brasileiros para troca de experiências, compartilhando conhecimento e metodologias na área de facilitação do comércio. Além disso, foi ressaltada a possibilidade de expandir a cooperação para outros países lusófonos e nações da América.

“O encontro de hoje foi importante para reconhecer as entregas realizadas ao longo do ano, dar novos passos na direção de maior coerência regulatória, e, tão importante quanto, reafirmar nosso compromisso de seguir elevando o patamar do comércio exterior brasileiro, com menos burocracia, menos custos, maior eficiência e alinhamento aos melhores padrões internacionais”, afirma a Secretária Tatiana Prazeres, que copresidiu a reunião com a secretária especial adjunta da Receita Federal do Brasil, Adriana Gomes Rêgo.

Leia mais:  Aprovação do Acordo de Parceria MERCOSUL-União Europeia nas instâncias europeias

A reunião, que também contou com a participação do Subsecretário de Administração Aduaneira, Fabiano Coelho, marcou a transferência da função de secretaria-executiva do colegiado, que vinha sendo exercida pela SECEX/MDIC, para a Receita Federal do Brasil, que assumirá essa responsabilidade ao longo de 2026.

Sobre o CONFAC

O Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (CONFAC), presidido pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, é parte integrante da Câmara de Comercio Exterior (CAMEX) e conta com a participação da Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Defesa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anvisa, Inmetro e Ibama.

A agenda de facilitação do comércio como prioridade das ações governamentais tem no Comitê o agente fundamental na coordenação das ações de facilitação entre os diversos intervenientes do comércio exterior, promovendo maior eficiência nas operações de importação e exportação do Brasil e construindo políticas que contribuem para o cumprimento de acordos internacionais e para a redução de tempos e custos associados ao comércio exterior. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook
publicidade

Economia

NIB apresenta soluções inovadoras com sustentabilidade ambiental que são exemplo para o planeta, diz ministro

Publicado

O Brasil participa da Hannover Messe, na Alemanha, maior feira internacional da indústria, se apresentando ao mundo como parceiro estratégico de uma indústria global sustentável. Na abertura do Pavilhão Brasil, nesta segunda-feira (20/04), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) quer apresentar ao mundo soluções modernas de avanço tecnológico com reconhecida sustentabilidade ambiental.

“O Brasil oferece ao mundo a oportunidade de uma indústria capaz de promover a descarbonização, a transição energética com soluções ambientalmente sustentáveis”, destacou o ministro diante de autoridades brasileiras e alemãs e empresários de todo o mundo. “O Brasil de hoje, do presidente Lula, é o que garante indicadores sociais e indicadores econômicos capazes de garantir que nós tenhamos no país um processo de inclusão social contínuo e sem rupturas”, completou o ministro.

País parceiro oficial da feira, o Brasil montou uma programação robusta e estratégica, posicionando o país no centro das discussões globais sobre o futuro da indústria.  Ao longo dos cinco dias, a programação inclui atividades simultâneas na Arena de Inovação Brasil (Hall 11 – D56) e no Pavilhão Brasil (Hall 12 – E45), incluindo debates sobre tecnologia, inovação industrial, transição energética e automação, além de atividades culturais para mostrar ao mundo o que o Brasil tem de melhor.

Leia mais:  Projeto-piloto de incentivo à inovação industrial abre inscrições no Rio Grande do Sul

Para Márcio Elias Rosa, a feira é uma oportunidade importante para o Brasil apresentar ao mundo o bom trabalho que o setor produtivo nacional vem realizando.

Confira o discurso completo do ministro Márcio Elias Rosa (vídeo) 

Protagonista da transição energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na abertura do pavilhão, que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Lula destacou que o país está preparado para competir “em qualquer feira do mundo”, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.

“Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobras, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul”, prosseguiu.

Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis. “O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou.

Leia mais:  Governo Federal apresenta regulamentação de medidas do Plano Brasil Soberano

Desafios geopolíticos

“O Brasil oferece para o mundo a possibilidade de instalar indústrias de manufatura com a menor emissão de gases de efeito estufa que é possível no planeta”, afirmou o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, em painel do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o principal fórum bilateral do setor produtivo dos países.

O ministro – ao lado da ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherina Reiche – explicou como o governo federal tem respondido aos desafios geopolíticos globais. O governo lançou o programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço norte-americano no ano passado e, mais recentemente, pela crise no Golfo Pérsico.

“Se não fizermos desse modo, as empresas seguramente perderão o mercado, com isso perderão competitividade e perderão também os avanços tecnológicos”, explicou o ministro.

Ao mesmo tempo que enfrenta desafios globais, o Brasil apresenta ao mundo caminhos sustentáveis, como na área de transição energética e ecológica. Como exemplo, o ministro destacou que um carro elétrico produzido no Brasil emite 40% menos de gases de efeito estufa e que o Brasil tem muito a contribuir com os países que precisam descarbonizar a produção.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana