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Conflito no Oriente Médio impulsiona soja e complexos agrícolas, mas mercados passam por ajustes

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Alta da soja no Brasil reflete tensão internacional

Os preços da soja nos mercados brasileiros registraram alta na última semana, impulsionados principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio. A escalada do conflito gerou preocupação com o fluxo de petróleo na região, sustentando as cotações das commodities energéticas e, por consequência, elevando a paridade de exportação da soja no país.

Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da valorização externa, o ritmo de negócios nos portos brasileiros tem sido limitado por novos protocolos de exigências fitossanitárias. Cargas destinadas à exportação chegaram a ser devolvidas nos últimos dias, fazendo com que agentes priorizem negociações internas até que haja maior clareza sobre os trâmites.

Mercado interno prioriza negociações regionais

Diante das incertezas internacionais e das exigências fitossanitárias, parte dos agentes do setor tem focado em operações dentro do mercado interno, equilibrando a oferta e a demanda até que o cenário para exportação seja regularizado. Esse movimento ajuda a manter a liquidez no país, mesmo com os desafios logísticos nos portos.

Chicago registra recuo no início da semana

Apesar das altas recentes, o complexo soja apresentou perdas generalizadas na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (16). Por volta das 6h55 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam queda de quase 30 pontos, ou mais de 2%, nos principais vencimentos, acompanhando perdas similares no farelo e no óleo de soja.

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Contrato de maio: US$ 11,94 por bushel
  • Contrato de julho: US$ 12,08 por bushel
  • Farelo: recuo de 2,3%
  • Óleo de soja: recuo de 1,5%

Especialistas observam que o movimento representa uma correção após altas intensas nos últimos dias, influenciadas pelas tensões no Oriente Médio. O ajuste reflete também a atenção do mercado aos fundamentos de oferta e demanda, além das negociações agrícolas em curso.

Expectativa sobre negociações EUA-China e impacto global

Delegações da China e dos Estados Unidos, reunidas em Paris, buscam concluir nesta semana uma fase de negociações com foco em acordos agrícolas, preparando o terreno para a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para abril na China. A expectativa é que esses acordos influenciem diretamente a demanda internacional por soja e outros grãos.

Enquanto isso, a continuidade do conflito no Oriente Médio mantém a pressão sobre o preço do petróleo, com o Brent subindo 0,9%, a US$ 104,13 por barril nesta segunda-feira. Já o gás natural e metais preciosos recuam, com destaque para a prata, que lidera as perdas.

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Segundo o Grupo Labhoro, o fechamento do Estreito de Ormuz provocou a maior interrupção registrada no mercado global de energia, com ataques a navios, drones e minas marítimas, causando cortes significativos na produção e alta de até 60% nos preços da energia. Analistas alertam que mesmo com declarações de fim do conflito, o Irã terá papel decisivo na retomada da navegação e produção, dada a insegurança nas rotas marítimas.

Cenário para o agronegócio

O mercado de soja brasileiro segue firme, impulsionado pelas incertezas internacionais, mas ajustando-se a fatores logísticos e regulatórios internos. A tendência é que negociações internas e ajustes em Chicago continuem definindo os preços, enquanto investidores e exportadores monitoram os desdobramentos geopolíticos e as negociações EUA-China.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio brasileiro impulsiona negócios bilionários no SIAL Shanghai e fortalece exportações para a China

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O agronegócio brasileiro ampliou sua presença estratégica no mercado asiático durante o SIAL Shanghai 2026, uma das maiores feiras globais de alimentos e bebidas, realizada entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, na China. O evento reuniu compradores de 132 países e regiões e consolidou o Brasil como um dos principais protagonistas internacionais no setor de proteínas animais.

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, os contatos comerciais realizados durante a feira devem gerar US$ 45,5 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses. Apenas nos três dias de evento, as empresas brasileiras concretizaram US$ 3,25 milhões em vendas imediatas.

China segue como principal destino do agro brasileiro

A forte participação brasileira no SIAL Shanghai ocorre em meio ao avanço das exportações do agronegócio para a China, principal parceiro comercial do setor.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o mercado chinês respondeu por 32,7% dos US$ 169,2 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro em 2025.

O crescimento das vendas de proteína animal, especialmente carnes de frango, suína e bovina, vem ampliando a presença das agroindústrias nacionais em feiras estratégicas voltadas ao mercado asiático.

Proteína animal brasileira ganha destaque internacional

Entre os destaques da participação brasileira esteve a atuação da Associação Brasileira de Proteína Animal, que participou da feira em parceria com a ApexBrasil.

A entidade levou empresas brasileiras por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, reforçando a imagem da proteína animal brasileira no exterior.

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Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o evento é considerado estratégico para ampliar negócios e fortalecer a presença institucional do Brasil no mercado chinês.

De acordo com Santin, a feira funciona como uma plataforma de relacionamento direto com importadores, distribuidores e autoridades internacionais, permitindo destacar atributos como qualidade, segurança sanitária e confiabilidade dos produtos brasileiros.

Carne bovina brasileira amplia espaço na China

Outro destaque foi o projeto Brazilian Beef, coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes em parceria com a ApexBrasil.

O pavilhão brasileiro ocupou uma área superior a 1.200 metros quadrados e reuniu 24 empresas exportadoras, representando crescimento de 20% em relação à edição anterior da feira.

Segundo Roberto Perosa, presidente da ABIEC, a participação no SIAL Shanghai integra a estratégia de expansão da carne bovina brasileira no mercado chinês, com foco na geração de negócios e aproximação com importadores e distribuidores locais.

Feira internacional movimenta milhares de reuniões comerciais

De acordo com a organização do SIAL Shanghai, foram realizadas 13.978 reuniões de negócios durante os três dias de evento, consolidando a feira como uma das maiores plataformas globais de negociação para a indústria de alimentos e bebidas.

Compradores de diversos mercados internacionais participaram das rodadas comerciais, incluindo empresas dos Estados Unidos, Hong Kong, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Austrália.

No mercado chinês, grandes redes varejistas e plataformas de distribuição também marcaram presença, entre elas ALDI China, JD.com, SPAR China e Freshippo.

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Brasil amplia estratégia comercial no mercado asiático

A expansão internacional do agronegócio brasileiro não se limita à China. O setor também vem fortalecendo sua presença no Sudeste Asiático, considerado um dos mercados mais promissores para alimentos e proteínas.

Nesse contexto, o Brasil já confirmou participação na Food & Drinks Malaysia by SIAL, feira que será realizada entre 21 e 23 de julho, na Malásia.

O evento tem foco estratégico no mercado halal, segmento no qual o Brasil ocupa posição de liderança global. A expectativa é ampliar oportunidades comerciais diante do crescimento da demanda por alimentos certificados nos países asiáticos.

Na feira da Malásia, o projeto Brazilian Beef contará com espaço exclusivo e participação de empresas associadas, reforçando a estratégia de diversificação de mercados e expansão das exportações brasileiras no continente asiático.

SIAL Shanghai consolida papel estratégico para o agro global

Desde sua chegada à China, em 2000, o SIAL Shanghai transformou-se em uma das principais vitrines globais para inovação, networking e geração de negócios no setor de alimentos e bebidas.

Além de Xangai, a marca expandiu operações para países como Vietnã, Indonésia e Malásia, consolidando uma ampla rede de eventos voltados ao mercado asiático.

A próxima edição do SIAL Shanghai já está confirmada para acontecer entre os dias 18 e 20 de maio de 2027, mantendo a expectativa de fortalecimento das relações comerciais entre o agronegócio brasileiro e os mercados asiáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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