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Conflitos no Oriente Médio pressionam custos da citricultura e acendem alerta para próxima safra

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Os citricultores brasileiros estão em estado de alerta diante do aumento dos custos de produção. Em março, os maiores impactos vieram dos derivados de petróleo, como adubos nitrogenados e óleo diesel, pressionados pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário internacional tem afetado a oferta de petróleo e seus derivados, além de limitar o transporte global e encarecer o frete marítimo. Esses fatores contribuem para a elevação dos custos no campo, especialmente na produção de citros.

Fertilizantes e diesel registram aumentos relevantes

Os preços dos fertilizantes à base de fósforo, amplamente utilizados nas adubações de base, também apresentaram alta. Já os fertilizantes à base de potássio permanecem com preços estáveis.

No caso do óleo diesel, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam um aumento de 15,4% até meados de março. Como a principal operação atual nos pomares é a pulverização, a alta no diesel pode elevar os custos dessa atividade em cerca de 5,8%, sem considerar outros impactos operacionais e o encarecimento do frete.

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Margens apertadas preocupam citricultores

A elevação dos custos preocupa o setor, já que as margens devem ser apertadas na próxima safra de laranja. Mesmo não sendo período de compra ou aplicação de adubos via solo, os recentes reajustes no mercado de fertilizantes geram apreensão entre os produtores.

Geopolítica e incerteza para investimentos

De acordo com pesquisadores do Cepea, as listas de preços de adubos nitrogenados já indicam altas expressivas, especialmente no caso da ureia. Os desdobramentos geopolíticos nas próximas semanas são motivo de atenção, pois podem comprometer os investimentos nas lavouras e influenciar o desempenho da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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