Saúde

Congresso do Conasems debate futuro do SUS com foco em inovação e redes inteligentes de cuidado

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O futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos avanços da transformação digital foi tema de debate neste domingo (12), durante o primeiro dia do 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre (RS). A mesa “O Futuro do SUS que integra cuidado, inovação e sustentabilidade por meio da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão” reuniu representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de gestores municipais para discutir como a incorporação de tecnologias pode contribuir para o fortalecimento das redes de atenção, da regionalização e da gestão interfederativa do SUS. 

Participaram da atividade o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda; a diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde do MS, Aline Costa; o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde do MS, Carlos Amilcar; a presidente do Conass e secretária da Saúde do Ceará, Tânia Coelho; e a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak. 

Durante o debate, Massuda destacou que o uso de novas tecnologias deve estar articulado aos processos de organização do sistema público de saúde, fortalecendo a regionalização e as redes de cuidado. “A tecnologia está conectada aos processos estruturantes, organizacionais e de gestão do sistema de saúde. A tecnologia potencializa o sistema de saúde de base territorial, universal e integral”, afirmou. 

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O ministro em exercício também ressaltou que a transformação digital exige coordenação entre União, estados e municípios para ampliar o acesso da população às inovações em saúde. Segundo ele, a incorporação de novas tecnologias deve ser acompanhada de mecanismos de governança capazes de garantir que seus benefícios alcancem todo o país e contribuam para reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde. 

Na apresentação técnica do Ministério da Saúde, Aline Costa apresentou a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, voltada à incorporação de tecnologias digitais para qualificar a assistência prestada pelo SUS. Entre os eixos apresentados estão a implantação de uma rede de UTIs inteligentes em hospitais distribuídos pelas cinco regiões do país, a estruturação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a modernização de hospitais de referência, com foco na adoção de soluções em saúde digital, inteligência artificial e medicina de alta precisão. 

A apresentação também destacou que a iniciativa busca integrar infraestrutura digital, pesquisa, inovação e qualificação profissional para fortalecer os processos de diagnóstico, tratamento e gestão dos serviços de saúde, para uma maior eficiência na organização das redes assistenciais e ampliação do acesso da população a serviços especializados. 

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A mesa também apresentou experiências desenvolvidas nos âmbitos estadual e municipal. A presidente do Conass e secretária da Saúde do Ceará, Tânia Coelho, compartilhou iniciativas voltadas à organização das redes regionais de atenção e ao fortalecimento da assistência especializada no estado. Já a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak, apresentou a experiência do município na incorporação de tecnologias digitais à gestão e à assistência. 

Realizado de 12 a 15 de julho, em Porto Alegre (RS), o 39º Congresso do Conasems reúne gestores, trabalhadores, pesquisadores e especialistas para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da gestão municipal e da organização do Sistema Único de Saúde. Correalizador do evento, o Ministério da Saúde participa da programação com estande institucional, salas de atendimento aos gestores e atividades técnicas conduzidas por representantes de suas secretarias. 

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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