Educação

Conheça a história do diplomata que se formou pelo Prouni

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De uma infância com poucos recursos a uma posição de destaque no serviço público federal. Assim pode ser resumida a história do diplomata Douglas Rocha Almeida, de 31 anos. Nascido no Distrito Federal e criado no entorno da capital, em Luziânia (GO), o servidor estudou em escolas públicas e teve acesso à educação superior ao ser aprovado para bolsa integral do Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação (MEC). 

“O Prouni me trouxe até aqui, ele mudou a minha vida. O programa não só abriu portas para a entrada na universidade, ele possibilitou várias oportunidades a partir disso. Ele transformou a minha realidade, como vem transformando a de muitos brasileiros e brasileiras. O Prouni na minha vida foi um divisor de águas: existe o Douglas antes de aceder ao Prouni e o Douglas depois que conquistou uma vaga na universidade por meio do programa”, celebra. 

O Prouni na minha vida foi um divisor de águas: existe o Douglas antes de aceder ao Prouni e o Douglas depois que conquistou uma vaga na universidade por meio do programa.” Douglas Almeida, diplomata e ex-bolsista do Prouni 

Com a bolsa integral do Prouni, Douglas se formou em Relações Internacionais em uma universidade particular. Ele também cursou letras – espanhol, dessa vez em uma universidade pública federal, e aprendeu inglês e francês em uma instituição pública no DF. O currículo do diplomata tem ainda um mestrado pela Escola Superior de Guerra do Ministério da Defesa (MD), feito com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC. 

Na trajetória, o atual servidor também recebeu Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, uma ação afirmativa do Instituto Rio Branco em parceria com órgãos como o Ministério da Igualdade Racial (MIR), que concede R$ 30 mil para financiar os estudos preparatórios de candidatos negros ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). 

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Foram quatro anos e meio de preparação para o concurso. Nesse período, de maio de 2023 a janeiro de 2024, foi possível se dedicar integralmente aos estudos por meio da bolsa de incentivo à diplomacia. “Eu estudei cerca de 12 horas líquidas por dia, o que às vezes significava passar 15 ou 16 horas em frente ao computador. Então, sobrava pouco tempo para comer, para dormir”, conta. 

Resultados – Durante todo o trajeto, as dificuldades foram muitas, inclusive o luto pela morte de uma irmã, em 2017. Mas a junção do esforço pessoal com as oportunidades proporcionadas pelas políticas públicas possibilitou o alcance dos resultados desejados. “A transformação da realidade via educação era algo que a gente ouvia, mas não via. Na época, a gente escutava de uma forma muito distante que as realidades mudavam por conta disso, mas a gente nunca tinha tido, até então, uma experiência próxima de alguém que mudou de vida por meio da educação. E, de certa forma, eu fui o primeiro”, ressalta o diplomata. 

Desde os 15 anos de idade, Douglas precisou conciliar muito estudo e trabalho para alcançar os objetivos, sempre contando com a ajuda da família, em especial, da mãe, a diarista dona Cida. Ele foi garçom dos 15 aos 27 anos, além de trabalhar em festas infantis. Atualmente, os planos do diplomata incluem ajudar financeiramente a mãe para que ela não precise mais fazer faxinas, além de garantir meios para que dona Cida também alcance a independência financeira. 

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Inscrições – Os estudantes que desejam mudar sua trajetória de vida como Douglas, cursando a educação superior com bolsa do Prouni, e que se enquadram nos critérios da seleção têm até as 23h59 (horário de Brasília) desta quinta-feira, 29 de janeiro, para se inscrever no processo seletivo do 1º semestre de 2026, por meio do Portal Único de Ensino Superior.   

Vagas – Com 594.519 bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni, sendo 274.819 bolsas integrais (de 100%) e 319.700 bolsas parciais (de 50%). Do total de vagas ofertadas nesta edição de 2026, 393.119 das bolsas são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial; 328.175 são bolsas para bacharelado e 253.597 para cursos tecnológicos. Administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas.    

Prouni – Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O programa ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de nível superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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