Educação

Conheça os projetos mais curtidos no Clique Escola em janeiro

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Os projetos educacionais mais curtidos na plataforma Clique Escola em janeiro de 2026 mostram a diversidade de práticas pedagógicas desenvolvidas em escolas públicas de todas as regiões do Brasil. As experiências destacadas envolvem ações voltadas à promoção da cidadania, da inclusão e do reconhecimento das identidades locais, por meio de propostas pedagógicas conectadas às regiões e ao cotidiano dos estudantes, além de estimular o protagonismo estudantil e a aproximação entre escola, comunidade e território. 

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Projeto Piquenique Literário na Praça, em São José de Piranhas (PB)

Região Nordeste – Na Escola Municipal Joaquim Pereira Lima, localizada em São José de Piranhas (PB), o projeto Piquenique Literário na Praça promoveu atividades de incentivo à leitura com estudantes do 2º ano do ensino fundamental. A proposta levou práticas leitoras para espaços abertos, favorecendo a interação entre os alunos, o interesse pelos livros e o desenvolvimento da imaginação. 

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Projeto Cultura do Pará: seus ritmos e encantos amazônicos, em Aurora do Pará (PA)

Região Norte – A Escola Municipal Nossa Senhora da Conceição, em Aurora do Pará (PA), desenvolveu o projeto Cultura do Pará: seus ritmos e encantos amazônicos, com foco na valorização da diversidade cultural paraense. A iniciativa abordou manifestações artísticas, musicais e culturais do estado, contribuindo para o fortalecimento da identidade regional e do sentimento de pertencimento dos estudantes. 

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Projeto A Árvore da Alice – O Olhar, em São Simão (GO)
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Região Centro-Oeste – Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Eustáquio da Silveira, em São Simão (GO), o projeto A Árvore da Alice – O Olhar que Fala foi realizado durante o Outubro Roxo, com ações de conscientização sobre a Síndrome de Rett, um distúrbio genético e neurológico raro que afeta principalmente meninas, causando atraso no desenvolvimento. As atividades envolveram estudantes da educação infantil ao 3º ano do ensino fundamental, promovendo empatia, inclusão e respeito às diferenças. 

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Projeto A cor da pele, em Itaguaí (RJ)

Região Sudeste – A Escola Municipal Professora Yolanda Rangel Pereira, em Itaguaí (RJ), realizou o projeto A Cor da Pele, que tratou de temas relacionados à diversidade racial, identidade e representatividade. Por meio de leituras e rodas de conversa, a iniciativa estimulou o diálogo e o respeito às diferenças no ambiente escolar. 

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Projeto Educação Fiscal, em Santa Vitória do Palmar (RS)

Região Sul – A Escola Municipal de Ensino Fundamental Fernando Ferrari, em Santa Vitória do Palmar (RS), desenvolveu o projeto Educação Fiscal, integrando as comemorações dos 170 anos do município a ações educativas sobre a função social dos tributos. A proposta contribuiu para a formação cidadã e para a compreensão do papel dos impostos no desenvolvimento local. 

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Divulgação – Para as escolas e seus projetos ganharem destaque no aplicativo Clique Escola, basta a unidade escolar publicar seus projetos na ferramenta e incentivar a comunidade escolar a apoiar a educação brasileira com curtidas, comentários e compartilhamentos. Desse modo, valorizam as boas práticas que transformam a educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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