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Conjunto Moderno da Pampulha: um marco da arquitetura brasileira reconhecido pela Unesco

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Na capital mineira, Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha emoldura um dos marcos mais revolucionários da história da arquitetura mundial. Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha foi concebido entre 1940 e 1943 e representa o nascimento de uma identidade arquitetônica genuinamente brasileira, unindo arte e paisagismo.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o complexo integrou o uso do concreto armado a painéis de azulejos de Candido Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins tropicais do paisagista Roberto Burle Marx.

Reconhecimento

A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Conjunto Moderno da Pampulha por ser um testemunho das artes e da arquitetura do século 20. O projeto introduziu novas formas ao movimento moderno internacional, ao flexibilizar as linhas retas da época em favor das curvas no concreto.

O reconhecimento destaca a integração entre as edificações e o espelho d’água da lagoa artificial, criando uma “cidade-jardim” onde arquitetura, artes plásticas e paisagismo conversam em perfeita harmonia. A Pampulha serviu também como um verdadeiro laboratório de ideias que, anos mais tarde, inspiraria a construção de Brasília – outro ícone brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Confira AQUI.

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O que fazer

Entre os principais atrativos do Conjunto Moderno da Pampulha estão:

  • Igreja de São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha): mais famoso cartão-postal da capital, destaca-se pelo seu formato ondulado e linhas curvas, pelos jardins de Burle Marx e pelo impressionante painel externo em azulejos azuis, pintado por Candido Portinari.

  • Museu de Arte da Pampulha (MAP): o primeiro edifício do conjunto a ser concluído surpreende pelo jogo de espelhos, transparências e mármores, abrigando exposições e eventos culturais.

  • Casa do Baile: em uma ilha artificial conectada por uma ponte, destaca-se pela marquise que contorna o espelho d’água. É o atual Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.

  • Iate Tênis Clube: projetado para a prática de esportes náuticos, possui arquitetura que remete à estrutura de um barco.

  • Casa Kubitschek: antiga residência de férias de JK, projetada por Niemeyer, com jardins de Burle Marx, hoje é aberta à visitação como museu.

Como chegar

O Conjunto Moderno da Pampulha fica na Zona Norte de Belo Horizonte (MG), a cerca de 10 quilômetros do centro da capital.

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Para quem chega de avião, o ponto de acesso principal é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins), a cerca de 30 quilômetros da Pampulha. O deslocamento, a partir do aeroporto ou da região central, pode ser feito de carro ou ônibus executivos pelas avenidas Antônio Carlos e Pedro I.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Parque Nacional da Serra dos Órgãos: santuário de montanhas, cachoeiras e biodiversidade no estado do Rio de Janeiro

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Encravado entre as imponentes montanhas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é um dos destinos mais atrativos do país para quem busca ecoturismo e aventura. Dividida entre os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Guapimirim e Magé, a unidade protege um total de 19.855 hectares, preservando a paisagem e a biodiversidade da Serra do Mar, no território fluminense.

Criado em 1939, trata-se do terceiro parque nacional mais antigo do Brasil, representando um marco fundamental na história das unidades de conservação ambiental nacionais. Além da relevância histórica, o destino é um dos melhores locais do território brasileiro para a prática de esportes de montanha, reunindo opções de caminhada, escalada, rapel e banhos em cachoeiras e piscinas naturais.

Para os amantes do trekking, as caminhadas de longa duração, o parque ostenta a maior rede de trilhas do Brasil, somando mais de 200 quilômetros de percursos com todos os níveis de dificuldade. As opções vão desde a trilha suspensa, acessível a cadeirantes, até a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um clássico do ramo, com 30 km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

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A unidade também é considerada a capital do montanhismo brasileiro. Entre as centenas de vias de escalada disponíveis – que atendem de iniciantes a praticantes de subida em paredões – destacam-se a Agulha do Diabo e o lendário Dedo de Deus, pico que é tido como o marco inicial da escalada no país.

Toda essa imponência rochosa é cercada por uma riqueza natural sem igual. O parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas, além de 462 espécies de aves, 100 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis. Esse refúgio de vida silvestre protege 130 animais ameaçados de extinção e diversas espécies que só existem nessa região do planeta.

Como chegar

A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é a Região Serrana do Rio de Janeiro. Partindo da capital fluminense, o acesso às sedes da unidade de Teresópolis e Guapimirim é feito principalmente pela rodovia BR-116. Já o acesso à sede de Petrópolis pode ser feito pela BR-040, seguindo em direção ao distrito de Corrêas.

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Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o acesso de veículos se restringe às áreas administrativas e às portarias. A exploração dos atrativos é feita a pé ou por meio de caminhadas e escaladas orientadas, garantindo a segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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