O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou o projeto Aldeia Verde a lideranças indígenas de diversas regiões como mais uma ação de prevenção aos incêndios florestais no Estado. Implementado pela corporação, o projeto tem como objetivo reduzir a probabilidade de incêndios florestais nessas áreas durante o período de estiagem, reforçar a estrutura de prevenção e resposta aos incêndios florestais, bem como recompensar as brigadas indígenas que atinjam bons resultados na redução de número de focos de calor e área queimadas.
A apresentação ocorreu na tarde de quarta-feira (18.3), durante reunião de governança de lideranças indígenas do programa REM MT, vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Ainda que o combate a incêndios em áreas indígenas esteja inicialmente sob a coordenação de órgãos federais, o CBMMT busca intensificar a atuação preventiva e integrada junto às comunidades tradicionais, haja vista a dimensão e a importância de tais territórios no Estado, conforme o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra.
Ele destacou ainda que o projeto Aldeia Verde integra o conjunto de ações estratégicas da corporação voltadas à prevenção e à articulação institucional, com foco na redução de riscos e no fortalecimento da preparação de todas as regiões do estado para o período de estiagem.
“O projeto Aldeia Verde traduz o compromisso do CBMMT com a prevenção, ao consolidar uma atuação integrada com as comunidades indígenas, fortalecer as brigadas locais e incentivar a adoção de medidas antecipadas voltadas à proteção desses territórios. A iniciativa também prevê a premiação como forma de reconhecimento às brigadas indígenas que alcançarem resultados expressivos na redução de focos de calor e de áreas queimadas”, reforçou.
A apresentação do projeto Aldeia Verde às lideranças indígenas foi conduzida pelo comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza. Na ocasião, ele destacou que a proposta busca ampliar o diálogo com as comunidades e fortalecer estratégias conjuntas de prevenção e resposta, considerando que Mato Grosso possui 86 terras indígenas, que somam cerca de 15 milhões de hectares do território estadual.
“A atuação preventiva integrada é fundamental para reduzir os impactos dos incêndios nessas áreas. Nosso objetivo é compartilhar conhecimento, fortalecer parcerias e apoiar as comunidades indígenas, especialmente no que diz respeito ao enfrentamento dos incêndios florestais cada vez mais frequentes e intensos, respeitando as especificidades culturais e territoriais de cada comunidade”, destacou.
Ainda durante a reunião, ele esclareceu sobre o funcionamento do projeto, que prevê a formação e capacitação de brigadas indígenas, com a oferta de orientação e conhecimento técnico-operacional para atuação segura e eficiente, tanto na prevenção quanto no primeiro combate aos focos de calor.
Os projetos de brigadas indígenas já existem há aproximadamente 20 anos em Mato Grosso. Apesar disso, somente 10% das terras indígenas contam com brigadas implantadas, o que contribui para o aumento da vulnerabilidade dessas áreas e amplia os impactos provocados pelos incêndios florestais, segundo o comandante do BEA. Em 2025, por exemplo, aproximadamente 20% dos focos de calor registrados no Estado atingiram terras indígenas, de acordo com dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Mato Grosso é um estado que abriga os biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia. Além disso, possui áreas de conservação, assentamentos e as próprias terras indígenas. Por isso, precisamos fortalecer cada vez mais as ações preventivas, com atuação integrada e participação ativa das comunidades, para reduzir os impactos ambientais e preservar esses territórios”, concluiu o comandante do BEA.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) está construindo uma ponte de 561 metros de extensão sobre o Rio Teles Pires, na MT-479, em Itaúba. Mais da metade da obra já foi executada, em um investimento total de R$ 43 milhões por parte do Governo de Mato Grosso.
A nova estrutura vai substituir uma balsa que hoje é responsável por fazer a travessia sobre o rio na região. A ponte vai facilitar a ligação de vários municípios da região Norte, como Tabaporã, a Itaúba e à BR-163.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirma que a ponte vai viabilizar o escoamento da produção agrícola de toda a região e trazer mais dignidade para os moradores de Itaúba, que poderão se deslocar com mais facilidade.
“Cada vez que nós construímos uma ponte de concreto, nós retiramos um obstáculo para o desenvolvimento da região. Não tenho dúvida de que essa ponte vai permitir o crescimento da produção agrícola e da economia da região, além de melhorar a vida de toda a população, que poderá exercer o seu direito de ir e vir”, afirmou.
Esta é a quarta ponte com mais de 500 metros construída pelo Governo de Mato Grosso desde 2019. Antes do início da atual gestão, o Estado não tinha nenhuma ponte com essa dimensão.
Duas delas já foram inauguradas, também sobre o Rio Teles Pires: uma com 550 metros na MT-325, em Alta Floresta, e outra com 691 metros, na MT-419, entre Carlinda e Novo Mundo.
A maior de todas, com 1.410 metros de extensão, está sendo construída sobre o Rio Juruena, nos municípios de Nova Bandeirantes e Cotriguaçu.
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