O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta sexta-feira (23.08), o lançamento da 2ª edição da Operação Integrada Águas Seguras em parceria com a Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A ação tem como foco a prevenção de afogamentos no Distrito da Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
As atividades da operação ocorrerão aos sábados e domingos, com a presença de quatro militares do Corpo de Bombeiros e dois policiais militares. Serão usados na operação equipamentos de salvamento aquático, como jet-ski, barco, lancha, Life belt e coletes.
O coronel Heitor Fernandes da Luz, comandante do 1º Comando Regional de Bombeiros Militar (1º CRBM) agradeceu a presença das autoridades e ressaltou o sucesso da operação no ano anterior, que resultou na redução a zero de óbitos por afogamento na região.
“Para quem não conhece, a Passagem da Conceição é historicamente o local com maior incidência de afogamentos na área metropolitana, e no ano passado obtivemos sucesso na primeira edição dessa operação, sem nenhum registro de óbito, e esse é o resultado que almejamos em 2024”, falou o coronel.
Na ocasião o comandante regional também destacou o papel da Polícia Militar na ação integrada.
“Essa região é particularmente vulnerável, então a colaboração da Polícia Militar é crucial para garantir a segurança e a tranquilidade de todos, pois a presença da PM reflete respeito e inibe o uso de drogas, o consumo excessivo de álcool e qualquer comportamento inadequado por parte dos banhistas”, finalizou o coronel.
O secretário de Meio Ambiente de Várzea Grande, Jean Lucas Teixeira de Carvalho, ressaltou a importância da segurança dos cidadãos, destacando a união de esforços das forças de segurança pública e do Corpo de Bombeiros para garantir a segurança da população.
“Trata-se de um local sensível, com histórico de acidentes aquáticos. Portanto, a presença do Corpo de Bombeiros Militares e das forças de segurança pública é essencial para diminuir e até mesmo evitar tragédias maiores nessa região. Essa união de esforços entre as diferentes instituições públicas, municipal, estadual, ambiental e de segurança é fundamental quando se trata de garantir a segurança da população, especialmente em épocas de maior uso desses espaços de lazer próximos aos rios”, destacou o secretário.
O comandante adjunto do Comando Regional II, tenente-coronel PM Temistocles Araujo Junior, demonstrou satisfação em participar da operação integrada, enfatizando a importância da presença das autoridades para manter a ordem e a segurança na região turística.
O comandante adjunto do Comando Regional II, tenente-coronel PM Temistocles Araujo Junior, enfatizou a importância da presença das autoridades para manter a ordem e a segurança na região turística.
“Essa é uma região turística extremamente bonita, mas que precisa da presença e da atuação coordenada das nossas forças de segurança e serviços públicos para garantir a ordem e a segurança. Estamos trabalhando em conjunto com os bombeiros militares, a guarda municipal e outras autoridades locais. Essa integração e colaboração entre as instituições é essencial para que possamos realizar um bom trabalho em prol da sociedade”, disse o policial.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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