Mato Grosso

Corpo de Bombeiros orienta sobre como agir em caso de acidentes graves de trânsito

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Saber como agir em emergências pode salvar vidas, especialmente quando se tratar de acidentes de trânsito com vítimas presas ou locais de difícil acesso, que exigem cautela e consciência nas ações do socorro. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) orienta como agir e o que evitar até a chegada do socorro especializado.

A tenente-coronel BM Marielle Paula Voltarelli Rodrigues, diretora adjunta de Saúde do CBMMT, explica que os primeiros socorros são ações imediatas feitas no local do acidente antes da chegada de atendimento profissional.

Segundo ela, cada situação tem suas particularidades e tentar ajudar as vítimas sem preparo técnico adequado pode colocar ainda mais vidas em risco. “Acidentes com veículos em chamas, em curvas perigosas ou com exposição a substâncias tóxicas exigem avaliação cuidadosa”, explica.

Mesmo assim, há condutas mínimas que qualquer pessoa pode seguir para auxiliar as vítimas:

• Mantenha a calma e evite agir por impulso;
• Sinalize o local com o triângulo do carro, sempre a uma distância segura;
• Ligue imediatamente para o 193, informando o número de vítimas e seu estado.

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Mais importante ainda é saber o que não fazer:

• Não abandone a vítima;
• Não omita socorro, mesmo que não tenha presenciado o acidente;
• Não tente retirar a vítima das ferragens;
• Não tumultue o local;
• Não recuse colaborar com as autoridades.

A diretora de saúde reforça ainda que quem não for profissional de saúde ou não tiver conhecimento mínimo necessário deve evitar o contato com a vítima. A melhor ajuda, neste caso, é acionar o resgate do Corpo de Bombeiros Militar, via 193, ou do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), via 192, e esperar com segurança.

“A conscientização sobre os limites da ação leiga é essencial. Agir de forma errada pode piorar o quadro da vítima, mesmo com boas intenções”, concluiu a tenente-coronel Marielle.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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