Mato Grosso

Corpo de Bombeiros orienta sobre como agir em caso de queda de fio energizado em via pública

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) alerta a população sobre os perigos associados a fios energizados caídos em vias públicas. Essas situações são mais frequentes, especialmente após tempestades, quedas de árvores ou acidentes de trânsito que afetam a rede elétrica.

A simples aproximação ou o toque em superfícies metálicas, poças d’água ou objetos em contato com fios rompidos pode provocar choques de alta intensidade. A energia elétrica apresenta riscos graves, pois pode ser fatal mesmo sem contato direto. Portanto, situações com cabos rompidos representam um risco real e frequentemente não percebido.

O diretor operacional adjunto do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, destacou que, em 2024, a corporação registrou 63 ocorrências de queda de fio energizado em via pública, sendo setembro e outubro os meses com o maior número de ocorrências, com 22 e 27 casos, respectivamente.

“Esses dados evidenciam que as ocorrências dessa natureza acontecem com mais frequência com o retorno das chuvas, que começam no fim de setembro e que geralmente vêm acompanhadas de ventos intensos, que podem derrubar árvores e galhos sobre a rede elétrica”, salientou o major.

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Diante disso, o CBMMT orienta a população sobre como proceder, enfatizando a importância de nunca subestimar o risco e seguir rigorosamente as recomendações de segurança.

O que fazer ao se deparar com um fio energizado caído em via pública

É fundamental estar atento a fios caídos, incluindo os de telefonia e internet, que podem estar energizados ou causar outros acidentes. Se um cabo partido estiver tocando o solo ou um veículo, mantenha uma distância mínima de 10 metros. Caso haja pessoas próximas, informe sobre a situação para que possam se afastar com segurança.

Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193, relatando a localização exata e as condições observadas. Além disso, contate a concessionária de energia elétrica e aguarde a chegada dos profissionais.

Se estiver dentro de um veículo atingido por fio energizado

Caso esteja dentro de um veículo que foi atingido por um fio energizado, permaneça no automóvel, a menos que haja risco imediato à vida. Evite tocar em partes metálicas internas e externas do veículo. Aguarde a chegada do Corpo de Bombeiros, mantendo a calma.

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Se houver risco iminente, como um princípio de incêndio, saia do veículo com os pés juntos, sem tocar simultaneamente no carro e no solo. Após sair, afaste-se com passos curtos ou saltos, mantendo os pés juntos, até alcançar uma distância segura.

“A conscientização continua sendo nossa aliada na missão de evitar acidentes graves. Vale reforçar que jamais se deve tentar resolver esse tipo de situação por conta própria. Apenas profissionais capacitados, com os equipamentos adequados, estão autorizados a atuar nesse tipo de ocorrência”, concluiu o major.

*Sob supervisão de Hannah Marques

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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