Economia

Corrente de comércio brasileira cresce 4,8%, comparada à média de agosto de 2024

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Na 3ª semana de agosto de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,09 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,6 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 15,4 bilhões e as importações, US$ 12,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 3 bilhões e corrente de comércio de US$ 27,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 213,4 bilhões e as importações, US$ 173,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 40 bilhões e corrente de comércio de US$ 386,8 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de agosto/2025 (US$ 1,4 bi) com a de agosto/2024 (US$ 1,3 bi), houve crescimento de 7,2%. Em relação às importações houve crescimento de 2,0% na comparação entre as médias até a 3ª semana de agosto/2025 (US$ 1,12 bi) com a do mês de agosto/2024 (US$ 1,1 bi).

Assim, até a 3ª semana de agosto/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,5 bi e o saldo, também por média diária, foi de US$ 277,09 milhões. Comparando-se este período com a média de agosto/2024, houve crescimento de 4,8% na corrente de comércio.

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Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de Agosto/2025

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 41,66 milhões (14,9%) em Agropecuária, de US$ 35,72 milhões (12,0%) em Indústria Extrativa e crescimento, e de US$ 12,78 milhões (1,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 14,84 milhões (23,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 8,1 milhões (0,8%) em produtos da Indústria de Transformação; já em Agropecuária houve queda de US$ 0,37 milhões (1,9%).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Presidente sanciona o Redata, que estimula Datacenters e desenvolvimento tecnológico no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15/9) a lei do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que estimula investimentos centros de dados e cria estímulos para o desenvolvimento de cadeias tecnológicas na indústria 4.0 no Brasil, além de garantir soberania digital em áreas como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factories e Internet das Coisas.

O Redata vincula incentivos a contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento que promovam o adensamento das cadeias produtivas digitais no Brasil, instituindo percentuais mínimos de destinação dos serviços para o mercado interno. A lei estimula ainda a desconcentração regional, reduzindo contrapartidas para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As empresas beneficiárias do Redata também deverão cumprir critérios de eficiência hídrica, garantindo baixo consumo de água; e de sustentabilidade, como uso de energia fontes renováveis ou de baixa emissão, cujos parâmetros serão definidos em regulamentação.

Os incentivos garantem isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), importados ou produzidos no Brasil, destinados à implantação, modernização e ampliação de Datacenters.

Equipamentos sem produção nacional equivalente ficam isentos também de imposto de importação. Decreto presidencial assinado na mesma cerimônia traz uma série de regulamentações ao programa, entre elas a que define os itens que poderão ser importados a alíquota zero por cinco anos.

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Contrapartidas

Em contrapartida aos incentivos do Redata, as empresas terão de aportar 2% do valor dos produtos adquiridos (no mercado interno ou importados) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados a programas prioritários de apoio ao desenvolvimento e adensamento industrial da cadeia produtiva de economia digital. O escopo desses programas será definido por regulamento próprio.

As empresas beneficiadas pelo Redata também terão que disponibilizar para o mercado nacional no mínimo 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados. Esse volume poderá ser vendido no mercado privado ou cedido sem ônus a ICTs ou ao poder público para o desenvolvimento de políticas no setor.

No caso de empreendimentos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a política prevê a redução de 20% dessas duas obrigatoriedades.

Em caso de descumprimento das obrigações previstas em lei, a empresa perderá os benefícios e terá de recolher os tributos com multa e juros, além de ser impedida de retornar ao regime por dois anos.

Cenário atual

Diagnóstico do Ministério da Fazenda aponta elevada dependência nacional em relação a serviços digitais prestados no exterior, atingindo atualmente cerca de 60% das cargas digitais brasileiras.

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A situação implica riscos à soberania nacional, limita o desempenho operacional das aplicações digitais e acarreta déficits na balança comercial do setor. O déficit do setor de elétricos e eletrônicos na balança foi de US$ 40 bilhões em 2024; e de US$ 7,1 bi no setor de serviços, sendo a maior parte relacionada ao processamento e armazenagem de dados.

A implementação da política leva em conta ainda as vantagens comparativas do Brasil para atração de Datacenter, como energia renovável a preços competitivos e infraestrutura de comunicações adequada para o tráfego internacional de dados por meio de cabos submarinos em operação.

Apesar desse potencial, o Brasil possui uma participação pequena no mercado mundial de Datacenters, ocupando a 10ª participação relativa, atrás de países como Japão e Holanda.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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