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Cotação do algodão volta a subir em 2025 após seis meses de queda e exportações batem recorde histórico

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Mercado do algodão reage após semestre de quedas

Após seis meses consecutivos de desvalorização, o mercado do algodão registrou reação tanto em Nova York quanto no Brasil, segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. A leve recuperação da pluma trouxe novo fôlego ao setor no início de 2026, com alta moderada nas cotações e otimismo em relação ao clima nas principais regiões produtoras.

Na bolsa de Nova York (NYBOT), o algodão encerrou dezembro com valorização de 0,6%, cotado a USDc 63,5/lb. Já na primeira quinzena de janeiro, o avanço foi de 1,4%, atingindo USDc 64,5/lb. O movimento refletiu uma correção natural após o ciclo prolongado de baixas registrado ao longo de 2025.

Preços internos acompanham alta internacional

No Brasil, os preços domésticos acompanharam a tendência internacional. Em Rondonópolis (MT), o valor da arroba subiu 1,4% em dezembro, chegando a R$ 3,28/lb, e teve leve aumento de 0,4% na primeira metade de janeiro, atingindo R$ 3,29/lb.

O relatório do Itaú BBA destaca que o reajuste dos preços no mercado físico brasileiro está diretamente ligado à recuperação das cotações internacionais e ao fortalecimento da demanda externa.

Exportações batem recorde histórico, mas receita encolhe

O Brasil alcançou recorde histórico nas exportações de algodão em pluma em 2025, com 3 milhões de toneladas embarcadas, o que representa um aumento de 9,1% em relação a 2024.

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Apesar do desempenho expressivo em volume, o preço médio das exportações caiu 12%, chegando a US$ 1.628,8 por tonelada, o que reduziu o faturamento total para US$ 4,9 bilhões. Segundo o Itaú BBA, essa queda reflete o cenário global de ampla oferta, que manteve as cotações sob pressão durante boa parte do ano.

Chuvas irregulares atrasam plantio, mas clima deve favorecer lavouras

O ritmo de plantio do algodão no Brasil foi mais lento no fim de 2025, devido à irregularidade das chuvas em importantes polos produtores. Ainda assim, as projeções climáticas indicam bons volumes de precipitação para fevereiro e março, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras e garantir condições adequadas para a colheita.

USDA revisa produção global e eleva estimativas para a China

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fez novos ajustes no balanço global de oferta e demanda do algodão. A produção e os estoques norte-americanos foram revisados para baixo, enquanto os números da China foram elevados.

Nos EUA, a safra foi reduzida de 3,1 para 3 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 0,94 t/ha. O estoque final caiu para 0,91 milhão de toneladas. Já na China, as projeções apontam para produção de 7,5 milhões de toneladas, consumo de 8,5 milhões de toneladas e estoques finais de 7,8 milhões de toneladas.

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Cenário global segue de ampla oferta

Mesmo com os ajustes, o cenário internacional continua de abundante disponibilidade de pluma, com safras elevadas nos principais exportadores — Brasil, EUA, Austrália e países da África Ocidental.

A China, maior produtora e consumidora global, deve colher uma das maiores safras da história em 2025/26, mantendo as importações em níveis reduzidos. Isso deve manter o mercado equilibrado, mas com margens de lucro ainda comprimidas para os produtores.

Margens apertadas e incertezas sobre a próxima safra nos EUA

O USDA anunciou uma nova etapa do Farmer Bridge Assistance Program (FBA), com US$ 12 bilhões em recursos para apoiar produtores norte-americanos. No entanto, o relatório do Itaú BBA aponta que os pagamentos devem cobrir apenas 30% das perdas causadas pela queda nos preços internacionais e pelos altos custos de produção.

Com margens pressionadas, há incerteza sobre a área a ser plantada nos EUA em 2026/27, o que pode influenciar o equilíbrio global do mercado de algodão nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito emergencial do Governo de SP libera R$ 5 milhões para produtores afetados por chuvas em Ibiúna e Piedade

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O Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de uma linha de crédito emergencial de R$ 5 milhões para apoiar produtores rurais atingidos pelas fortes chuvas que impactaram os municípios de Ibiúna e Piedade no último dia 18 de abril. A iniciativa é coordenada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

A medida tem como foco principal a recuperação rápida das atividades agrícolas, especialmente nas áreas de hortaliças, fortemente afetadas pelo excesso de chuvas. Cada produtor poderá acessar até R$ 50 mil, com taxa de juros de 3% ao ano, em condições facilitadas para estimular o replantio e a retomada da produção.

Apoio imediato ao produtor rural

A liberação do crédito emergencial integra um pacote de ações do governo estadual para mitigar os impactos causados pelo evento climático. A iniciativa busca assegurar a continuidade do abastecimento e reduzir os prejuízos econômicos nas regiões atingidas.

De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, mais de 700 famílias foram afetadas pelas chuvas nas duas cidades. Em resposta, equipes estaduais atuaram em conjunto com as prefeituras para prestar assistência emergencial, incluindo a distribuição de kits de higiene, limpeza, dormitório, além de cestas básicas e lonas.

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Levantamento técnico aponta perdas significativas

Logo após as chuvas, equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio da regional de Sorocaba, realizaram levantamentos em campo para mensurar os danos nas propriedades rurais.

Os dados preliminares indicam que as perdas se concentraram principalmente na produção de hortaliças, com variações conforme o tamanho das áreas e o estágio das lavouras. Em propriedades menores, foram registrados casos de perda total, enquanto áreas médias apresentaram danos expressivos.

O diagnóstico também revelou prejuízos em diferentes fases do ciclo produtivo, o que reforça a necessidade de medidas rápidas para viabilizar o replantio e evitar desabastecimento.

Governo reforça atuação junto aos municípios

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, esteve em Ibiúna para acompanhar de perto a situação dos produtores atingidos. Durante a visita, ele esteve na propriedade do agricultor Alexandre Antonio de Almeida, no bairro Colégio, onde avaliou os impactos e discutiu ações emergenciais.

Segundo o secretário, o objetivo é garantir agilidade no apoio ao setor produtivo. “Estamos mobilizando instrumentos rápidos para apoiar a recuperação das lavouras. É um trabalho conjunto com os municípios para restabelecer a atividade agrícola o mais breve possível”, afirmou.

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Regiões estratégicas para o abastecimento

Ibiúna e Piedade são reconhecidas como importantes polos agrícolas do Estado de São Paulo, com forte atuação na produção de hortaliças, frutas e flores.

O município de Piedade se destaca nacionalmente, sendo responsável por cerca de 90% da produção brasileira de alcachofra. Já Ibiúna figura entre os principais municípios do estado no setor agropecuário, com destaque no ranking do programa Município Agro, que incentiva políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

A liberação do crédito emergencial reforça a importância dessas regiões para a segurança alimentar e para a economia paulista, garantindo condições para a rápida retomada da produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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