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CRA analisa projeto que reduz alíquota da CFEM sobre calcário agrícola

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Projeto de lei propõe redução da CFEM para calcário

A Comissão de Agricultura (CRA) vai analisar nesta quarta-feira (25/02) o Projeto de Lei 3.591/2019, que propõe reduzir a alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) sobre o calcário de uso agrícola de 1% para 0,2%. A reunião da CRA terá início às 14h, na sala 7 da Ala Alexandre Costa.

O objetivo da proposta é reduzir custos de produção no setor agrícola, gerar mais empregos no campo e estimular a atividade agrícola, especialmente diante da dependência brasileira de insumos minerais e fertilizantes.

Dependência do Brasil em fertilizantes e impactos globais

O país ainda apresenta alta dependência externa de fertilizantes, importando entre 60% e 85% do consumo interno, dependendo do tipo de insumo. Dados de um estudo de 2020 da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos mostram que, em 2018, a dependência atingiu 76% para nitrogênio, 55% para fósforo e 95% para potássio, mesmo com o Brasil detendo reservas consideráveis desses minerais.

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O relator do projeto, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), destaca que fatores como falta de planejamento interno, estoques insuficientes e a guerra na Ucrânia impactaram diretamente os custos da produção agropecuária brasileira. Segundo ele:

“No mercado internacional de fertilizantes, a Rússia é o segundo maior produtor de nitrogênio e potássio e o quarto de fósforo, sendo um fornecedor relevante para o Brasil. Belarus também é parceiro comercial importante, tendo exportado cerca de 20% do potássio consumido no país em 2018.”

Redução da CFEM e autossuficiência do setor

Para Rodrigues, a redução da alíquota da CFEM sobre calcário é um passo estratégico para a retomada da autossuficiência brasileira em fertilizantes. Entre as medidas necessárias para o longo prazo, ele cita:

  • Recuperação da capacidade de produção de todos os insumos;
  • Reestruturação do sistema produtivo;
  • Melhoria do regime tributário;
  • Aperfeiçoamento da logística e distribuição de produtos.

O relator reforça que o projeto está alinhado com os princípios estruturantes de um novo modelo de produção de fertilizantes no Brasil, visando garantir menor dependência de fornecedores externos e maior competitividade do setor agrícola.

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Próximas etapas do projeto

De autoria do Senador Luis Carlos Heinze, o projeto seguirá após análise da CRA para avaliação da Comissão de Meio Ambiente (CMA), e em seguida será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que dará a decisão final sobre a matéria.

A redução da alíquota da CFEM é considerada um instrumento para baratear insumos agrícolas, aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro e fortalecer a autossuficiência do país em fertilizantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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