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Crédito Rural do Plano Safra 2025/26 Soma R$ 63,73 Bilhões nos Dois Primeiros Meses

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Nos meses de julho e agosto, o Plano Safra 2025/26 registrou contratações de crédito rural no valor de R$ 63,73 bilhões, segundo levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), em parceria com a consultoria Fator Agro. O montante representa uma queda de 24% em relação ao mesmo período da safra passada, quando foram movimentados R$ 83,83 bilhões.

Para a atual temporada, o Governo Federal disponibilizou R$ 594,4 bilhões em crédito rural. Na comparação histórica, o volume contratado foi de R$ 415,46 bilhões em 2023/24 e R$ 377,99 bilhões em 2024/25.

Segundo o analista da Getec, Salatiel Turra, a retração acompanha a tendência dos últimos anos. “O aumento das taxas de juros, em decorrência da elevação da Selic, tem influenciado diretamente na redução do volume contratado”, destacou.

Fontes de recursos mais utilizadas

Os dados do Banco Central indicam que os Recursos Obrigatórios têm liderado a oferta de crédito neste início de safra, respondendo por 29% do total contratado. Em seguida, aparecem:

  • Recursos Livres (25%)
  • LCA – Letra de Crédito do Agronegócio (22%)
  • Poupança Rural (14%)
  • BNDES (5%)
  • Fundos Constitucionais (4%)
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Para Turra, a diversidade de fontes evidencia o amadurecimento das opções de financiamento disponíveis ao setor.

Papel das cooperativas no crédito rural

As cooperativas também tiveram participação expressiva no início do ciclo 2025/26. O relatório aponta que elas contrataram R$ 9,2 bilhões em financiamentos. Somente as cooperativas do Paraná foram responsáveis por cerca de 32% desse montante, o equivalente a R$ 2,91 bilhões, confirmando o protagonismo do estado no acesso ao crédito rural nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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