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Crescimento da produção de milho impulsiona planejamento da safra de soja 2025/26

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O desempenho positivo da safra de milho 2024/25 está fortalecendo o planejamento da próxima safra de soja 2025/26, garantindo aos produtores maior segurança financeira e operacional.

Produção de milho registra crescimento expressivo

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de milho no Brasil deve atingir 137 milhões de toneladas, representando um aumento de 18,3% em relação ao ciclo anterior. A safrinha, segunda safra do cereal, é responsável pela maior parte desse volume, estimada em 109,5 milhões de toneladas, com crescimento de 21,7%.

Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL focada em agricultura sustentável no Cerrado, destaca que o bom desempenho da safrinha garante boa rentabilidade aos produtores.

“Com o fluxo de caixa impulsionado pela comercialização do milho, muitos agricultores podem antecipar a compra de insumos e planejar com mais segurança o plantio da soja”, afirma Álvares.

Previsibilidade e planejamento agrícola

O aumento da produção permite aos agricultores organizar melhor a logística de armazenagem, realizar compras planejadas e cumprir o período ideal de plantio da soja, respeitando as características climáticas de cada região.

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Além disso, a rotação entre milho e soja e práticas de agricultura regenerativa contribuem para a saúde do solo e ajudam no controle de pragas e doenças, reforçando a sustentabilidade do sistema produtivo.

Safra de soja também apresenta bons resultados

Segundo a Conab, a produção de soja 2024/25 alcançou 169,6 milhões de toneladas, enquanto a produção total de grãos no país chegou a 345,2 milhões de toneladas, um crescimento de 16% em relação ao ciclo anterior.

Esse cenário reforça a importância do planejamento entre safras e da utilização estratégica dos recursos gerados pela colheita do milho.

Apoio técnico e estratégico aos agricultores

A ORÍGEO oferece suporte completo aos produtores nas regiões do MATOPIBAPA, Mato Grosso e Rondônia, disponibilizando produtos e uma equipe especializada para auxiliar no planejamento e execução das safras.

“Uma boa safra de milho dá ao produtor a base necessária para entrar bem preparado na soja. É o primeiro passo para que a nova safra comece com mais qualidade e planejamento”, conclui Álvares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros

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Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.

Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.

Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.

Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro

De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.

Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.

“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.

Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo

Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.

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Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.

No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.

Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa

Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.

De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.

Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.

Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos

Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.

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Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.

“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.

Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio

A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.

Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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