Saúde

Crise climática e saúde indígena integram novos debates em Belém

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Belém (PA) – A saúde indígena voltou ao centro das discussões da COP30 nesta segunda-feira (17), em Belém. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como prioridade global, a pauta integrou três debates que abordaram os efeitos da crise climática nos territórios e as ações necessárias para assegurar água, assistência e direitos às populações indígenas.

“As mudanças climáticas impactam diretamente a vida das pessoas e a qualidade dos serviços de saúde nos territórios indígenas. Nosso trabalho é garantir que o SUS chegue a todas as comunidades, com infraestrutura adequada, equipes preparadas e respeito aos saberes tradicionais”, afirmou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

Pela manhã, o secretário participou do painel “Uma Saúde, conhecimentos indígenas e resiliência climática na Amazônia”, a convite do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Em seguida, integrou a mesa “Proteção social flutuante e territorial das populações vulneráveis no contexto da crise climática”. No fim do dia, esteve no debate sobre o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) e parcerias para fortalecer a resiliência climática, no estande das Nações Unidas Brasil (Unicef).

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Na mesa, que contou também com a participação do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foram destacados temas que dificultam o acesso à saúde e a serviços públicos, como barreiras linguísticas, ausência de documentação básica e entraves de regulação. Para o secretário Weibe, a integração entre ministérios é fundamental para fortalecer a proteção social nos territórios.

A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) também esteve em foco. Tapeba destacou o desenvolvimento de novos instrumentos para enfrentar os efeitos da crise climática, com atenção à superação de vazios assistenciais, ao fortalecimento da logística e à valorização dos conhecimentos tradicionais integrados ao SUS.

Programa Nacional de Saneamento Indígena

O Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) vem sendo construído com base em um amplo diagnóstico nacional que abrange 7.150 comunidades indígenas e mais de 816 mil pessoas. A iniciativa está sendo desenvolvida a partir de oficinas regionais,

pesquisas de campo com 34 pesquisadores e consultas a lideranças e movimentos indígenas em todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

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Entre as diretrizes do programa estão a ampliação da infraestrutura de água, saneamento e higiene, a capacitação de agentes indígenas de saúde, a educação sanitária comunitária e a criação da Rede Nacional de Saneamento Indígena (RNSI), que já reúne mais de 200 organizações parceiras, incluindo entidades da sociedade civil, instituições de pesquisa e organismos internacionais.

As metas do PNSI são progressivas e de longo prazo, com foco na universalização do acesso à água potável e ao saneamento. O secretário defendeu um arranjo interministerial e interfederativo, com participação da iniciativa privada, fundos climáticos e organismos internacionais, para acelerar essa universalização.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Palmeiras se une ao Ministério da Saúde em campanha de vacinação contra o sarampo às vésperas da Copa

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O Ministério da Saúde e o Palmeiras realizam neste fim de semana, uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo no Nubank Parque, em São Paulo. A iniciativa integra a campanha nacional voltada aos brasileiros que pretendem viajar para os Estados Unidos, México e Canadá durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, países que concentram atualmente a maior parte dos casos da doença nas Américas.

No sábado, 30, de 10h às 14h haverá um ponto de vacinação no Portão A do Nubank Parque para torcedores que comparecerem à partida entre Palmeiras e Corinthians, válida pela Copa do Brasil Feminina. Já no domingo (31), antes do confronto entre Palmeiras e Chapecoense, o estádio receberá ações de conscientização no gramado com participação do Zé Gotinha, mascote oficial das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde, ao lado do Periquito e do Porco Gobbato.

A campanha reforça a importância da atualização da caderneta vacinal antes de viagens internacionais, especialmente diante do aumento expressivo de casos de sarampo nos países que sediarão o Mundial. Estados Unidos, Canadá e México concentram cerca de 67% dos registros da doença nas Américas.

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Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, o Ministério da Saúde alerta que a intensificação do fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de importação de casos. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no SUS e segue como a principal forma de prevenção.

Além da imunização, a parceria prevê ações de comunicação e conscientização com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e evitar a reintrodução da doença no país.

Cenário Epidemiológico

No início de maio, o Rio de Janeiro confirmou um caso de sarampo em uma mulher de 22 anos, sem histórico vacinal, que atua como funcionária de um hotel na cidade. As autoridades de saúde tomaram medidas imediatas: investigação epidemiológica, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e na unidade de saúde, além de varredura na área do entorno para detectar possíveis novos casos. O Ministério da Saúde acompanhou o processo em conjunto com as secretarias municipal e estadual.

Trata-se do segundo caso registrado no país em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo: uma criança de seis meses, residente na zona norte da capital, com histórico de viagem recente a La Paz, na Bolívia, onde a doença está em surto ativo. Como resposta, mais de 600 doses foram aplicadas na região entre janeiro e fevereiro.

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Mesmo com esses registros, o Brasil segue sem circulação endêmica do sarampo. Esse status é mantido mesmo depois de o país ter perdido a certificação regional das Américas, devido a surtos em nações como Estados Unidos, Canadá e México.

Ao longo de 2025, o Ministério da Saúde conseguiu interromper a transmissão dos 38 casos importados registrados no período, com base em vigilância ativa, vacinação e bloqueio rápido — estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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