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Crise em alto-mar: cruzeiros com problemas no brasil e no mundo

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MSC Grandiosa
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As empresas responsáveis pelos dois cruzeiros que marcaram o noticiário no início deste ano, com surto de vírus a bordo e overbooking, registraram no Reclame Aqui diversas solicitações e baixas reputações entre os clientes.

No início de 2025, mais de 100 pessoas foram infectadas pelo  norovírus durante uma viagem a bordo do cruzeiro MSC Grandiosa, que partiu do Porto de Santos com destino ao nordeste, resultando na decretação de surto pela Anvisa ao atingir mais de 2% dos embarcados, conforme os critérios oficiais para a temporada 2024-2025.

Em março de 2025, passageiros do cruzeiro Energia On Board, operado pela Costa Cruzeiros, enfrentaram uma espera de 15 horas no Porto de Santos, com filas e discussões, o que impediu que dezenas de famílias embarcassem devido ao overbooking – a venda de mais passagens do que a capacidade do navio permitia.


A MSC Cruzeiros, responsável pelo MSC Grandiosa, registrou 1.124 reclamações no Reclame Aqui nos últimos seis meses, respondendo a 77% delas, mas com uma taxa de resolução de 54,3% e nota média de 5,6 de 10 – apenas 51,6% dos consumidores informaram que retornariam à empresa.

Em contrapartida, a Costa Cruzeiros, também avaliada na plataforma, recebeu 368 reclamações, com 100% de respostas, índice de resolução de 52,6% e nota média de 6,0, sendo que 51,4% dos clientes afirmaram que voltariam a fazer negócios.

Contexto e repercussões no setor

Episódios como os verificados a bordo do MSC Grandiosa e Energia On Board ilustram que imprevistos, como surtos de contaminação, condições meteorológicas adversas e problemas administrativos, vêm afetando o setor marítimo de viagens de luxo.

Problemas com tempo foram registrados a bordo do navio Crown Princess, da companhia Princess Cruises, na passagem do ciclone Alfred pela Austrália. O cruzeiro de luxo sofreu uma inclinação de 14 graus devido aos ventos de até 130 km/h deixando 16 feridos a bordo.

O Portal iG entrou em contato com as empresas MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros, mas não obteve retorno. A matéria será atualizada conforme novas informações surgirem.

Fonte: Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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