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Crise no Oriente Médio pressiona petróleo e logística global e eleva custos para empresas brasileiras

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A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, já provoca impactos relevantes na logística internacional e acende um alerta para empresas brasileiras que dependem de importações e exportações. O cenário combina restrições operacionais, aumento de custos e maior imprevisibilidade no transporte global.

Restrições logísticas afetam rotas estratégicas

O agravamento das tensões levou ao fechamento de espaços aéreos e à imposição de restrições em uma das principais rotas marítimas do mundo, o Estreito de Ormuz.

Países como Iraque, Kuwait, Catar e Bahrein também adotaram limitações ao tráfego aéreo civil, resultando em cancelamentos e redirecionamento de voos.

Com isso, operadores logísticos passaram a redesenhar rotas para evitar áreas de risco, elevando o tempo de trânsito das cargas e reduzindo a previsibilidade das operações.

Transporte marítimo enfrenta atrasos e aumento de custos

No transporte marítimo, os efeitos são intensificados pelas restrições e pelo aumento do risco na navegação pelo Estreito de Ormuz.

Navios cargueiros e petroleiros passaram a operar com maior cautela, enfrentando:

  • Atrasos nas entregas
  • Elevação dos prêmios de seguro
  • Redirecionamento por rotas mais longas, como o contorno da África

Essas mudanças podem acrescentar até duas semanas ao tempo de viagem, impactando diretamente o fluxo global de mercadorias.

Cadeias de suprimentos brasileiras sofrem impacto

Empresas brasileiras que dependem do comércio exterior já sentem os efeitos da crise, com aumento de custos logísticos e maior risco de atrasos.

A necessidade de adaptação rápida das rotas compromete a previsibilidade das operações e exige revisão constante do planejamento logístico.

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Alta do petróleo amplia pressão inflacionária

O impacto da crise também se reflete no mercado de energia. O Oriente Médio é responsável por parcela significativa da produção global de petróleo e gás, e as restrições na região já impulsionam os preços internacionais.

O barril de petróleo ultrapassou o patamar de US$ 100, elevando preocupações com a inflação global e seus reflexos nas economias.

Combustíveis mais caros encarecem o frete no Brasil

No mercado brasileiro, o aumento do petróleo tende a ser repassado aos combustíveis em poucas semanas, afetando gasolina, diesel e gás de cozinha.

Como o transporte de cargas no país é majoritariamente rodoviário, o diesel mais caro impacta diretamente o custo do frete, pressionando preços em diversos segmentos, como:

  • Alimentos
  • Medicamentos
  • Produtos industrializados

Esse movimento afeta toda a cadeia de consumo e reduz o poder de compra das famílias.

Impactos econômicos vão além da inflação

Além da pressão inflacionária, o aumento dos custos operacionais reduz as margens das empresas, desestimula investimentos e pode desacelerar o consumo.

Se o cenário de instabilidade persistir, há risco de perda de dinamismo econômico, com reflexos sobre crescimento e atividade produtiva.

Setores mais expostos à crise logística

Os segmentos mais vulneráveis são aqueles que dependem de transporte rápido e cadeias altamente sincronizadas, como:

  • Indústria farmacêutica
  • Equipamentos médicos
  • Alimentos perecíveis
  • Componentes eletrônicos

Esses setores podem enfrentar atrasos críticos em produção e abastecimento.

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Além disso, áreas como aviação, turismo, transporte rodoviário e parte do agronegócio também tendem a registrar aumento nos custos operacionais. Em contrapartida, empresas ligadas ao petróleo e gás podem se beneficiar da alta das cotações.

Efeitos fiscais e desafios para a economia brasileira

O impacto da crise no Brasil é duplo. Por um lado, o país pode se beneficiar como produtor de petróleo, com possível melhora na balança comercial. Por outro, a alta dos combustíveis pressiona a inflação e reduz o consumo.

Medidas como isenção de impostos sobre o diesel podem aliviar o custo do frete no curto prazo, mas aumentam a pressão sobre as contas públicas, especialmente em um ambiente fiscal mais restrito.

Empresas adotam estratégias para reduzir riscos

Diante da instabilidade, empresas têm intensificado ações para mitigar riscos logísticos e manter a operação:

  • Diversificação de rotas
  • Uso de hubs alternativos
  • Formação de estoques estratégicos
  • Monitoramento de riscos geopolíticos
  • Revisão de contratos e seguros

Essas medidas contribuem para aumentar a resiliência das cadeias de suprimentos em um ambiente global mais incerto.

Cenário exige planejamento e adaptação constante

A crise no Oriente Médio evidencia um choque que vai além do petróleo, combinando fatores logísticos, energéticos e econômicos.

Os efeitos atingem diretamente empresas e consumidores brasileiros, reforçando a necessidade de planejamento estratégico e adaptação contínua diante de um cenário internacional cada vez mais volátil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma Tributária no Agro: mais de 90% dos pecuaristas devem ser impactados no Brasil, alerta especialista

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A Reforma Tributária já está em fase de transição e promete provocar uma reestruturação profunda no modelo econômico do agronegócio brasileiro. No setor da pecuária de corte, especialistas alertam que o impacto deve ser amplo e atingir principalmente micro, pequenos e médios produtores, que representam mais de 90% dos pecuaristas do país.

Segundo estimativas baseadas no Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil conta com aproximadamente 1,37 milhão de pecuaristas ativos. Desse total, cerca de 180 mil propriedades estão diretamente ligadas à pecuária de corte.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a maioria dos produtores se enquadra nas categorias de micro, pequeno e médio porte, com faturamento anual de até R$ 3 milhões, conforme critérios do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) Ministério da Agricultura e Pecuária e do Conselho Monetário Nacional (CMN) Conselho Monetário Nacional.

Base da cadeia produtiva será a mais impactada, alerta tributarista

Para o advogado tributarista do agronegócio Fernando Melo de Carvalho, o principal risco da reforma está na falta de planejamento fiscal por parte dos produtores rurais, especialmente os de menor porte.

Segundo ele, a percepção de complexidade do sistema tributário ainda afasta muitos pecuaristas do planejamento estratégico, o que pode comprometer diretamente a rentabilidade das propriedades.

“O produtor muitas vezes acha que o direito tributário é um assunto distante da realidade do campo, mas a verdade é simples: ou ele se antecipa e planeja, ou vai sentir o impacto diretamente no bolso”, afirma o especialista. “O momento de agir é agora, antes que a margem de lucro seja comprimida.”

Mudança estrutural no modelo de tributação da pecuária

A reforma introduz a nova sistemática de não cumulatividade do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), substituindo o modelo atual e alterando diretamente a lógica de tributação no setor agropecuário.

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Na pecuária de corte, uma das mudanças mais relevantes será a incidência tributária sobre operações de compra e venda de gado, incluindo transações que hoje são isentas ou possuem tratamento diferenciado.

Na prática, operações como aquisição de bezerros, garrotes, insumos e equipamentos passarão a compor a base de cálculo do crédito tributário, influenciando diretamente o imposto devido na etapa final da comercialização.

Origem dos animais passa a influenciar crédito tributário

Segundo o especialista, a origem do gado adquirido será determinante para o aproveitamento de créditos dentro do novo sistema tributário. Isso significa que fornecedores informais ou desalinhados com a nova estrutura podem gerar perdas financeiras indiretas ao produtor.

“Se o produtor compra animais sem rastreabilidade fiscal adequada, ele pode perder créditos importantes no sistema. Isso gera custos ocultos que antes não existiam e impacta diretamente a margem na venda ao frigorífico”, explica Carvalho.

Período de transição exige adaptação imediata

Embora a implementação completa do novo modelo ocorra de forma gradual, o período de transição entre o sistema atual e o novo regime tributário já exige atenção do setor produtivo.

Durante essa fase, o IBS e a CBS coexistirão com tributos antigos, aumentando a complexidade operacional e o risco de erros contábeis, bitributação ou perda de créditos fiscais.

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Para o tributarista, esse momento deve ser encarado como uma janela estratégica para revisão de processos internos, contratos e estrutura contábil das propriedades rurais.

“Esperar a reforma estar totalmente implementada é um erro. O produtor precisa revisar agora sua gestão fiscal, organizar fluxos e profissionalizar a contabilidade da fazenda”, destaca.

Risco de perda de competitividade preocupa setor

O aumento da complexidade tributária tende a pressionar ainda mais um setor que já opera com margens estreitas e alta sensibilidade a custos de produção, variação da arroba e oscilações do mercado internacional.

Especialistas avaliam que haverá uma seleção natural no mercado, com vantagem competitiva para produtores que se adaptarem mais rapidamente ao novo sistema de crédito tributário.

Nesse cenário, propriedades que não se adequarem podem perder competitividade, enfrentando menor poder de negociação e redução de rentabilidade.

Gestão tributária passa a ser fator estratégico no agro

A avaliação do setor é que a gestão tributária deixará de ser apenas uma obrigação contábil e passará a integrar a estratégia de gestão da propriedade rural.

Assim como o manejo sanitário e nutricional do rebanho, o planejamento fiscal passa a ser determinante para a sustentabilidade do negócio.

“O desconhecimento não protege o produtor. O sistema tributário vai ser aplicado de qualquer forma. A diferença estará entre quem se prepara e quem não se prepara”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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