Política Nacional

CSP rejeita suspender norma sobre protocolo de investigação de feminicídio

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) rejeitou nesta terça-feira (30) proposta da senadora Zenaide Maia (PSD-RN) para suspender os efeitos da portaria do Ministério da Justiça que criou um protocolo de investigação de feminicídio (PDL 314/2020). O texto recebeu parecer contrário do senador Jorge Seif (PL-SC) e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta visa anular os efeitos da Portaria 340, de 2020, que criou o Protocolo Nacional de Investigação e Perícias nos Crimes de Feminicídio. Segundo a autora, a portaria seria “excessivamente restritiva” — pois limitava o acesso ao protocolo às polícias civis e órgãos de perícia oficiais, mantendo o conteúdo em sigilo — além de “redundante”, porque o Brasil já adota diretrizes da Organização das Nações Unidas desde 2016. Ela argumenta, na justificativa, que o país já dispõe de instrumentos “mais amplos, transparentes e orientados à realidade brasileira” para tratar dos casos de feminicídio.

No entanto, o relator Jorge Seif contestou essa justificativa, afirmando que a questão do sigilo já foi modificada.

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— Vale ressaltar que o sigilo a respeito do protocolo, trazido pela Portaria 340, foi abolido posteriormente pela Portaria no 596, de 2024, que publicizou o documento. Nesse sentido, parece inclusive ter perdido o objeto a presente proposição, ainda que se considere que tal instrumento fosse constitucionalmente viável para o caso — explicou Seif.

Já o presidente da CSP, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse não entender o objetivo do PDL, já que a portaria, na visão dele, foi editada para reforçar os protocolos, corrigir erros cometidos nos órgãos de segurança e priorizar a investigação e perícia dos feminicídios.

— Não é muito comum a gente pautar projetos que tenham parecer contrário, mas isso era algo que estava incomodando. Eu senti a necessidade de trazer ao plenário desta comissão porque nós estamos falando de um protocolo que foi assinado em proteção às mulheres, para corrigir algumas falhas que existiam nas polícias, as subnotificações.

Flávio Bolsonaro também destacou que o protocolo determina a instauração imediata de inquérito policial nos casos de mortes violentas com vítimas mulheres e estabelece que os atendimentos relacionados às ocorrências de feminicídio devem ter prioridade na realização de perícias.

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A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), autora do projeto que originou a Lei Antifeminicídio (Lei 14.994, de 2024), esclareceu que a atual legislação já trata esse tipo de crime como prioridade de investigação. 

— Você dá prioridade a qualquer perícia, a qualquer investigação nos crimes de feminicídio hoje, até já está na lei. Hoje o crime de feminicídio é autônomo. Não é mais uma qualificadora, não tem como subnotificar.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Câmara aprova projeto que amplia tempo de proteção de patentes de variedades de cultivares; acompanhe

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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2143/25, do Senado, que aumenta de 18 para 25 anos o tempo de proteção de patentes de variedades de cultivares de videiras, árvores frutíferas, árvores florestais, árvores e plantas ornamentais e cana-de-açúcar.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que retornará ao Senado devido às mudanças.

Arnaldo Jardim afirmou que a medida alinha o Brasil ao padrão estabelecido pela União Internacional para a Proteção de Novas Variedades de Plantas (Upov), eliminando assimetrias jurídicas que afastam investimentos estrangeiros e restringem o acesso a materiais genéticos globais de alta produtividade.

“Estamos falando de um assunto que implica diretamente a evolução da pesquisa científica no nosso país, da pesquisa agrícola particularmente, e o desenvolvimento de novos cultivares, resistentes a doenças e mais produtivos”, disse o relator.

Segundo Jardim, é importante haver um justo equilíbrio do período para cobrança de royalties de novos cultivares. “Foi uma matéria delicada, que exigiu muito debate”, disse.

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Ciclo prolongado
Arnaldo Jardim citou o ciclo de cultivo mais prolongado de árvores como o eucalipto e o pinus. “O prazo protetivo em vigor revela-se economicamente insuficiente para cobrir o custo de progressão da utilização comercial dessas variedades”, disse.

Ele explicou que, para culturas anuais (como a do arroz, milho e soja), o prazo atual previsto em lei já garante “adequado retorno financeiro” aos criadores.

Pequenos floricultores
O líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), defendeu mudança no texto aceita por Jardim para beneficiar pequenos floricultores. “O texto resguarda o direito do pequeno floricultor de garantir o uso da semente, de troca entre pequenos agricultores. É um benefício para mais de 830 mil pequenos produtores”, disse.

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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