Cuiabá

Cuiabá ultrapassa 400 atendimentos com Fast Track e reduz filas na UPA Leblon

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), implantou no dia 24 de fevereiro o atendimento Fast Track na UPA Leblon, localizada na região Leste da capital. Em pouco mais de duas semanas de funcionamento, a estratégia já demonstra resultados positivos na organização do fluxo de pacientes e na redução das filas da unidade.

Até esta terça-feira (10), o novo modelo de atendimento já realizou 406 atendimentos voltados a pacientes com quadros clínicos de menor gravidade, contribuindo para desafogar a unidade de pronto atendimento e garantir mais agilidade no serviço.

A iniciativa posiciona Cuiabá entre as primeiras capitais brasileiras a adotar esse modelo na rede pública municipal, reforçando o compromisso da gestão com inovação, eficiência e melhoria da qualidade da assistência prestada à população.

O Fast Track, termo em inglês que significa “via rápida”, consiste em um fluxo diferenciado criado para agilizar o atendimento de pacientes com quadros leves. Com isso, situações menos complexas são resolvidas com maior rapidez dentro da própria UPA, enquanto os atendimentos de urgência e emergência seguem sendo priorizados, garantindo mais organização e fluidez no serviço.

Além de agilizar o atendimento, o modelo também contribui para fortalecer o papel da Atenção Básica. Após a consulta no Fast Track, o médico pode emitir um documento com orientações clínicas, que deve ser apresentado pelo paciente na sua Unidade de Saúde da Família (USF) de referência, assegurando a continuidade do cuidado na rede municipal.

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As Unidades de Saúde da Família seguem sendo a principal porta de entrada para atendimentos de rotina e demandas simples, como dores de cabeça, resfriados, acompanhamento de pressão arterial e diabetes, exames de rotina, vacinação, pré-natal e acompanhamento infantil. O acompanhamento adequado na Atenção Básica contribui para a prevenção de complicações e reduz a necessidade de atendimentos de urgência.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que os resultados iniciais demonstram a efetividade da iniciativa.

“Os números registrados nas primeiras semanas mostram que o Fast Track está cumprindo seu papel de organizar o fluxo e desafogar a UPA Leblon. Isso garante mais agilidade nos atendimentos de menor gravidade e permite que os casos de urgência e emergência recebam ainda mais atenção, com um atendimento mais resolutivo”, afirmou.

O atendimento segue um Procedimento Operacional Padrão (POP), que estabelece um fluxograma claro e seguro. O processo tem início na recepção, com a abertura da ficha, seguido da classificação de risco realizada pelo enfermeiro. Os pacientes elegíveis são encaminhados à sala Fast Track, onde passam por avaliação médica.

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Caso não haja necessidade de exames complementares ou observação, o paciente recebe medicação, orientações e alta no próprio setor. Quando há necessidade de exames ou medicação endovenosa, o atendimento segue o fluxo regular da unidade, com encaminhamento para outros setores da UPA.

A sala Fast Track conta com consultório exclusivo, equipado com maca, mesa de atendimento, cadeiras, armário de medicações, poltrona e espaço para administração de medicamentos, proporcionando mais conforto, segurança e eficiência.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, ressaltou que o modelo fortalece a rede municipal de saúde.

“Essa estratégia otimiza o tempo, valoriza o trabalho das equipes e melhora significativamente a experiência do usuário. Os números registrados já nas primeiras semanas comprovam o impacto positivo do Fast Track na organização do serviço”, destacou.

Inicialmente implantado na UPA Leblon, o atendimento Fast Track segue sendo monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde e, conforme os resultados, poderá ser ampliado para outras unidades de pronto atendimento da capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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