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Cultivo Vertical Indoor Será Destaque em Palestra sobre PD&I no Conexão Abisolo

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O Conexão Abisolo 2025, que acontece nos dias 22 e 23 de outubro em Campinas (SP), vai trazer como tema central o cultivo vertical indoor como ferramenta para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na agricultura. A palestra será ministrada pelo pesquisador Luis Felipe Villani Purquerio, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no dia 23, às 14h30, durante o painel Fomento à PD&I.

Cultivo Indoor: Complemento à Agricultura Convencional

Durante a apresentação, Purquerio explicará como o cultivo vertical indoor permite o controle preciso de luz, temperatura e umidade, possibilitado pelos avanços em LEDs para agricultura.

“O cultivo vertical indoor não pretende substituir a agricultura convencional, mas complementar o sistema produtivo. Ele amplia a capacidade de produzir em qualquer época e local, com maior eficiência no uso de recursos e menor dependência das condições climáticas externas”, afirma o pesquisador.

A palestra também abordará como o cultivo indoor pode ser usado para simular estresse abiótico em plantas, permitindo avaliar a eficácia de biofertilizantes, ferramenta estratégica para mitigar impactos ambientais adversos.

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Benefícios e Aplicações para Empresas e Pesquisa

Entre os pontos destacados estão:

  • Verticalização da produção e economia de água
  • Aceleração do ciclo produtivo das plantas
  • Potencial de aplicação para empresas de fertilizantes e bioinsumos
  • Importância da intensidade, qualidade e fotoperíodo da luz no crescimento vegetal
  • Desafios para difusão da tecnologia no Brasil

Purquerio também relacionará os temas com seu artigo publicado no Informe Agropecuário (2024), intitulado “Potencial do cultivo vertical indoor com iluminação artificial no contexto das mudanças climáticas”. O estudo reforça que essa modalidade complementar de produção pode ajudar a enfrentar os impactos das mudanças climáticas e ampliar a oferta de alimentos e insumos agrícolas.

Inovação e Sustentabilidade na Agricultura

O tema da palestra dialoga ainda com o Caderno Especial do Anuário Abisolo 2025, que destaca o papel dos bioinsumos e da inovação como estratégias para a sustentabilidade agrícola diante das mudanças climáticas.

Os interessados em participar do Conexão Abisolo podem obter 10% de desconto na inscrição usando o promocode VCMID7W9A9R4.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro News

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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