A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), por meio da Escola de Governo, promove o curso “Compras Sustentáveis na Administração Pública”, que será realizado nos dias 6 e 7 de novembro, das 14h às 16h, pela plataforma Google Meet. A capacitação tem carga horária de 4 horas e oferece 500 vagas. As inscrições estarão abertas até dia 3 de novembro.
A formação faz parte da programação do II Simpósio de Compras Públicas. O evento totalmente on-line busca fortalecer a capacitação de profissionais que atuam nos processos licitatórios, contratações e aquisições públicas, com foco na aplicação da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) e do Decreto Estadual nº 1.525/2022.
O curso é voltado a servidores e empregados públicos, agentes de licitação, membros de comissões de contratação e gestores da administração direta, autarquias e fundações. Essa capacitação tem como objetivo fomentar práticas sustentáveis nas aquisições públicas, estimulando a incorporação de critérios ambientais e sociais nos processos de compras governamentais.
A formação será conduzida pelo auditor do Estado Vilson Pedro Nery, que abordará desde os fundamentos legais até os precedentes e boas práticas relacionados ao tema. A matriz curricular é composta por quatro módulos, sendo eles: introdução, fundamentos legais, precedentes e conclusão, proporcionando uma visão abrangente sobre o papel da sustentabilidade na gestão pública.
Serviço O que? Curso “Compras Sustentáveis na Administração Pública”, que integra a programação do II Simpósio de Compras Públicas. Quando? 06 e 07 de novembro de 2025 Como? Via plataforma Google Meet Inscrição: Os interessados podem se inscrever neste link.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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