Agro News

Custo de produção da soja, milho e algodão em MT apresenta variações em setembro, aponta Imea

Publicado

Soja transgênica tem custo de produção em queda

O custo de produção da soja transgênica na safra 2025/26 em Mato Grosso caiu 1,96% em setembro na comparação com agosto, segundo dados do Imea.

  • Em setembro, o produtor gastava R$ 4.173,76 por hectare, contra R$ 4.257,10 em agosto.
  • A redução foi puxada principalmente por despesas menores com fertilizantes e defensivos.
    • Fertilizantes e corretivos: de R$ 1.947,43/hectare para R$ 1.879,33/hectare.
    • Defensivos: de R$ 1.257,01/hectare para R$ 1.225,64/hectare.
  • Por outro lado, os custos com sementes aumentaram, passando de R$ 582,04/hectare em agosto para R$ 599,48/hectare em setembro.
Milho da segunda safra apresenta leve alta de custos

O custo de produção do milho segunda safra 2025/26 subiu 0,32% em setembro, chegando a R$ 3.305,87 por hectare, ante R$ 3.295,32 em agosto.

  • O aumento é atribuído ao custo operacional efetivo, que passou de R$ 4.782,75 para R$ 4.792,45 por hectare.
  • O Custo Operacional Total (COT) também teve leve alta de 0,17%, atingindo R$ 5.381,07 por hectare.
Leia mais:  Mercado de trigo mantém ritmo lento no fim de 2025 com negociações travadas
Algodão de alta tecnologia registra queda nos custos

O custo de produção do algodão 2025/26 em Mato Grosso caiu 2,7% em setembro, para R$ 10.769,75 por hectare, contra R$ 11.068,21/hectare em agosto, conforme o Imea.

  • A redução foi puxada principalmente pelas despesas com fertilizantes e corretivos, que recuaram 3,21%, de R$ 3.990,74 para R$ 3.862,75/hectare.
  • Entre os insumos, os macronutrientes tiveram destaque, com queda de 2,89%, de R$ 3.142,67 para R$ 3.051,89/hectare.
  • O Custo Operacional Efetivo (COE) caiu 2,19%, para R$ 15.171,99/hectare, enquanto o Custo Operacional Total (COT) recuou 2,09%, para R$ 16.143,44/hectare.
Fertilizantes: Mosaic aponta queda nos preços

Segundo relatório da Mosaic, divulgado na terça-feira (14), o Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) caiu 7% em setembro.

  • A retração foi atribuída principalmente à redução nos preços dos fertilizantes, com impacto limitado da leve desvalorização do dólar (aproximadamente 1,5%).
  • O movimento coincide com o encerramento da colheita da safrinha e início do plantio da soja, segundo a Mosaic.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Sistema FAEP entrega propostas para nova concessão da Malha Sul e cobra priorização de investimentos no Paraná

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

Publicado

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

Leia mais:  Estudo da CELA revela custos do hidrogênio verde no Brasil entre US$ 2,94 e US$ 7,38/kg e mapeia R$ 469 bilhões em investimentos

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Leia mais:  Abertura da Colheita da Oliva no RS estreia feira focada em negócios e inovação

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana