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Custos elevados pressionam produtores de algodão em Mato Grosso: arroba precisa atingir R$ 135 para equilíbrio

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, em dezembro de 2025, o relatório mensal sobre os custos de produção do algodão no estado, com dados referentes a novembro. Segundo o levantamento, houve uma leve redução no custo da safra 2025/26, mas o cenário ainda é desafiador para os produtores.

O custo de custeio da lavoura foi estimado em R$ 10.775,55 por hectare, representando uma retração de 0,05% em relação ao mês anterior. A diminuição foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de fertilizantes e corretivos. Contudo, em comparação ao mesmo período do ano passado, os custos continuam 12,36% mais altos.

Custo Operacional Efetivo também apresenta retração

O Custo Operacional Efetivo (COE), que inclui despesas diretas como insumos, mão de obra e serviços, registrou uma queda de 0,21% frente a outubro de 2025, totalizando R$ 15.345,48 por hectare. Apesar da redução pontual, os custos permanecem em um patamar elevado para o setor.

Ponto de equilíbrio: arroba do algodão deve atingir R$ 135

Com base na produtividade média projetada de 119,76 arrobas por hectare para o ciclo 2025/26, o Imea calcula que o produtor precisa vender o algodão a, no mínimo, R$ 135,20 por arroba para cobrir os custos operacionais. Esse valor representa o ponto de equilíbrio financeiro para a atividade no cenário atual.

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Pressão sobre a rentabilidade exige planejamento

O relatório reforça que a combinação de custos elevados e preços menos atrativos no mercado tem pressionado a margem de lucro dos cotonicultores. Para enfrentar a próxima safra, o Imea recomenda que os produtores adotem planejamento financeiro e agronômico mais rigoroso, buscando eficiência no uso de insumos e estratégias de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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