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Czarnikow eleva superávit global de açúcar para 7,4 milhões de toneladas na safra 2025/26

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A consultoria internacional Czarnikow, com sede em Londres, revisou para cima sua projeção de superávit global de açúcar na safra 2025/26, estimando 7,4 milhões de toneladas. O valor representa um aumento de 1,2 milhão de toneladas em relação à estimativa de agosto e marca o maior excedente desde o ciclo 2017/18, segundo comunicado da empresa.

Produção mundial em alta, dentro da faixa histórica

A previsão de produção global foi elevada em 700 mil toneladas, alcançando 185,3 milhões de toneladas, o que seria a segunda maior produção da história. Apesar do crescimento, a Czarnikow ressalta que a produção permanece dentro da faixa histórica dos últimos 14 anos, entre 160 milhões e 190 milhões de toneladas, sem indicação de superação desse limite.

“Nossa previsão para 2025/26 dependerá fortemente do desempenho das safras de beterraba açucareira e cana-de-açúcar no Hemisfério Norte, cujas colheitas estão apenas começando”, afirma a consultoria.

Produção brasileira é revisada para cima

Para o Centro-Sul do Brasil, a Czarnikow elevou a estimativa de produção em 600 mil toneladas, chegando a 40,6 milhões de toneladas. O aumento reforça o papel do país como principal fornecedor global de açúcar.

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Consumo mundial projeta leve recuo

A expectativa de consumo global foi reduzida em 600 mil toneladas, para 177,8 milhões de toneladas. Segundo a empresa, fatores como inflação de alimentos, maior conscientização sobre os efeitos do açúcar na saúde e o impacto de medicamentos da classe GLP-1, como o Ozempic, devem limitar o crescimento do consumo nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro movimentou mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026

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As exportações do agronegócio paulista movimentaram mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), consolidando o Estado como principal fornecedor nacional de produtos agropecuários ao mercado internacional.

O desempenho é puxado pelo complexo sucroenergético, que concentra a maior parte das vendas externas. O açúcar respondeu por 95,3% das exportações do setor no período, com forte demanda de países da Ásia e do Oriente Médio. São Paulo detém 65,3% da produção nacional voltada à exportação nesse segmento.

A citricultura mantém protagonismo. O Estado é responsável por cerca de 80% dos sucos exportados pelo Brasil, com o suco de laranja representando 97,2% da categoria e movimentando aproximadamente R$ 2,8 bilhões no trimestre, com foco na União Europeia e nos Estados Unidos.

Na diversificação da pauta, as carnes somaram cerca de R$ 5 bilhões, o equivalente a 16,1% das exportações do agro paulista, com liderança da bovinocultura. Já os produtos florestais, como celulose e papel, movimentaram aproximadamente R$ 4,3 bilhões, com a China como principal destino.

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A força do agro paulista está distribuída regionalmente. O complexo sucroenergético se concentra nas regiões de Araçatuba, Barretos e Sorocaba, enquanto a citricultura tem base nas regiões de Bauru e Central, sustentando a competitividade do Estado no mercado global.

Para dar suporte ao crescimento, o governo estadual mantém políticas de fomento como o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltado ao financiamento e ao seguro rural, além de programas de incentivo à inovação e à tecnologia no campo.

Fonte: Pensar Agro

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