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DATAGRO promove 5º Fórum Pecuária Brasil em meio ao aumento de tarifas dos EUA sobre a carne bovina

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No dia 17 de setembro, a DATAGRO realiza a 5ª edição do Fórum Pecuária Brasil, no World Trade Center (WTC), em São Paulo. O encontro acontece em um momento crucial para o setor, marcado pelo aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, entre eles a carne bovina.

O evento reunirá líderes da cadeia produtiva, técnicos, produtores, investidores e representantes da indústria frigorífica para debater desafios e oportunidades da pecuária no Brasil e no mercado internacional.

Painéis temáticos e discussões estratégicas

A programação contará com seis painéis que abordarão temas como:

  • Perspectivas da pecuária para os próximos anos;
  • Desafios da indústria no mercado interno;
  • Oportunidades no comércio exterior;
  • Retomada da liquidez do contrato futuro de boi gordo na B3.

Entre os confirmados estão Plinio Nastari, presidente da DATAGRO, além de Roberto Perosa (ABIEC), Mauricio Velloso (Assocon), Sérgio Bortolozzo (SRB) e executivos de grandes empresas como Marfrig, Friboi e Minerva Foods.

“O Fórum Pecuária Brasil é um espaço que une todos os elos da cadeia para discutir os desafios e oportunidades à frente. Nosso objetivo é oferecer informação de qualidade, baseada em dados, e criar um ambiente estratégico de diálogo para que o setor avance de forma sustentável e competitivo”, destaca João Otávio Figueiredo, head de pecuária da DATAGRO.

Indicador do Boi na Estrada será destaque do evento

Um dos pontos altos desta edição será a apresentação dos resultados do Indicador do Boi na Estrada, que percorreu propriedades em nove estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins, Goiás, Pará e Bahia.

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O projeto, realizado em parceria com a Nova Futura Investimentos e a Nutron | Cargill, traz um retrato detalhado da realidade da pecuária no Brasil e reforça o papel da ferramenta como incentivo ao mercado futuro.

“Mais do que uma rodada pelo campo, o Indicador do Boi na Estrada consolidou-se como um evento que fomenta o contrato futuro do boi gordo e leva informação de qualidade para toda a cadeia”, afirma Figueiredo.

Indicador do Boi DATAGRO: referência de mercado

Criado em 2019, o Indicador do Boi DATAGRO se tornou índice oficial da B3 em fevereiro deste ano. Atualmente, monitora mais de 75% do abate nacional, com dados fornecidos por milhares de produtores de 1,3 mil municípios e mais de 120 unidades frigoríficas.

A plataforma já reúne mais de 11 mil usuários cadastrados, consolidando-se como a principal referência de dados para o setor. Além disso, o contrato futuro de boi gordo vem sendo utilizado como ferramenta de gestão de risco, permitindo previsibilidade nos preços e proteção contra a volatilidade do mercado físico.

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Fórum Pecuária Brasil 2024 reuniu mais de 550 participantes

Na edição de 2024, o Fórum Pecuária Brasil contou com mais de 550 participantes, incluindo os principais frigoríficos do país, em mais de oito horas de conteúdo técnico e oportunidades de networking. A expectativa da organização é superar esse número em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas

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A pecuária leiteira brasileira atravessa um momento de desafios para transformar produção em rentabilidade. Embora o Brasil tenha ultrapassado a marca de 38 bilhões de litros de leite produzidos em 2025, consolidando-se entre os maiores produtores mundiais, a rentabilidade das fazendas continua pressionada por custos elevados, oscilações climáticas e necessidade crescente de eficiência produtiva.

Segundo análise da médica-veterinária Vanessa Amorim Teixeira, mestre e doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames, o cenário exige que o produtor vá além do aumento da produção e concentre esforços na gestão da propriedade e na otimização dos recursos.

Preço do leite reage, mas ainda não recupera margens

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o preço médio nacional do leite cru pago ao produtor alcançou R$ 2,66 por litro em abril de 2026, demonstrando recuperação em relação aos meses anteriores.

Apesar da melhora, a remuneração permanece inferior aos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro, alcançado em julho de 2022.

Ao mesmo tempo, despesas com energia elétrica, mão de obra, suplementação alimentar e outros custos operacionais continuam reduzindo as margens da atividade.

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Clima aumenta pressão sobre os sistemas de produção

Outro fator de preocupação é o comportamento climático. A formação do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas mais elevadas e maior irregularidade das chuvas em diversas regiões produtoras, comprometendo a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

Como grande parte da pecuária leiteira brasileira depende do pastejo, a redução da oferta de forragem tende a impactar diretamente o consumo de nutrientes pelos animais, reduzindo a produção de leite.

Além disso, a menor disponibilidade de água e alimento pode aumentar o estresse do rebanho, comprometendo o bem-estar animal, a saúde e o desempenho produtivo.

Planejamento torna-se fator decisivo para a rentabilidade

Diante desse cenário, especialistas destacam que a sustentabilidade econômica da atividade depende cada vez mais da eficiência da gestão.

Entre as principais estratégias recomendadas estão:

  • planejamento da alimentação para os períodos de seca;
  • formação de reservas estratégicas de forragem;
  • monitoramento constante dos indicadores técnicos e financeiros;
  • controle rigoroso dos custos de produção;
  • manejo adequado das pastagens;
  • adoção de sistemas de pastejo rotacionado.

Essas práticas permitem aumentar o aproveitamento dos recursos da propriedade e reduzir a vulnerabilidade diante das oscilações de mercado e do clima.

Infraestrutura pode elevar produtividade e reduzir custos

Os investimentos em infraestrutura também ganham importância dentro das propriedades leiteiras. Um dos exemplos é o cercamento estratégico das áreas de pastejo, que possibilita a divisão das pastagens em piquetes para manejo rotacionado.

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Esse sistema favorece a recuperação das forrageiras, melhora a utilização da área disponível, aumenta a capacidade de suporte da propriedade e reduz a necessidade de suplementação alimentar, um dos principais componentes do custo de produção.

Como consequência, os produtores podem obter ganhos como:

  • aumento da produção de leite por hectare;
  • maior produtividade por animal;
  • redução dos gastos com alimentação suplementar;
  • melhor aproveitamento das pastagens;
  • menor custo de manutenção das áreas de manejo.
Tecnologia e gestão fortalecem a competitividade

Segundo Vanessa Amorim Teixeira, investir em infraestrutura de qualidade e em tecnologias voltadas para o manejo do rebanho e das pastagens deixou de ser apenas uma melhoria operacional e passou a representar uma estratégia de gestão.

A especialista destaca que soluções como cercas elétricas de alta durabilidade facilitam a implantação do pastejo rotacionado, exigem menos manutenção e contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Em um cenário marcado por custos elevados e maior instabilidade climática, propriedades que investem em planejamento, tecnologia e infraestrutura tendem a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e competitivos, preparados para enfrentar os desafios da pecuária leiteira nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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