Tecnologia

Debate sobre popularização da ciência integra programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Publicado

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoverá, na terça-feira (21) e na quarta-feira (22), o I Seminário Internacional sobre Popularização da Ciência. O evento integra a programação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) e vai reunir especialistas, gestores públicos, pesquisadores e comunicadores científicos do Brasil e do exterior. Os participantes debaterão caminhos, desafios e oportunidades da democratização da ciência no mundo contemporâneo.  

A SNCT será de 20 a 26 de outubro, na Esplanada dos Ministérios, em frente à rodoviária. Neste ano, o tema é Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território. A semana é o maior evento de popularização de ciência no Brasil e, junto dela, outras importantes atividades pela democratização do conhecimento são promovidas. Além disso, visitantes terão acesso a experiências inovadoras de divulgação científica.  

De acordo com a Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), a programação inclui painéis temáticos, mesas-redondas e oficinas sobre temas como o papel da comunicação pública na ciência, inclusão e diversidade na divulgação científica, uso de tecnologias digitais e a importância da ciência cidadã. O espaço permitirá troca de experiências, construção de parcerias e reflexão sobre o papel estratégico da ciência para o futuro das sociedades. 

Leia mais:  MCTI auxilia parceria entre Ceitec e empresa chinesa para produção de semicondutores

Dentro do evento, haverá ainda mesas com representantes da Alemanha, dos Estados Unidos, da Noruega, da Itália, de Cuba, da China, do México, de Portugal e da Argentina, valorizando o multilateralismo e a cooperação internacional dentro da ciência e inovação.  

Entre os convidados estão representantes de instituições de pesquisa, universidades, museus de ciência e organismos internacionais, além de dirigentes de secretarias e unidades vinculadas ao MCTI. O evento é uma realização do MCTI por meio do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica. 

Serviço

Evento: Seminário Internacional sobre Popularização da Ciência 

Local: Esplanada dos Ministérios – Brasília (DF) 
Data: 22 e 23 de outubro de 2025 

Inscrição: Aqui

Horário: a partir das 10h 
Programação completa do seminário 

Mais informações: semanact.mcti.gov 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Ciência leva soluções para a saúde, a produção de alimentos e a educação no Vale do São Francisco

Publicado

A ciência ganha novos caminhos para transformar a vida de quem vive no Semiárido. Nesta sexta-feira (26), em Juazeiro (BA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou um conjunto de projetos que reúne inovação, desenvolvimento regional e inclusão social. As iniciativas vão desde o reaproveitamento da água e a geração de energia limpa nas propriedades rurais até uma plataforma digital para reduzir o tempo de espera de pacientes com câncer e a ampliação da educação científica nas escolas públicas. Ao todo, são mais de R$ 43 milhões em investimentos voltados ao Vale do São Francisco.  

Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou que o desenvolvimento do país passa pela capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas para a população. “Hoje estamos lançando ações que têm um mesmo objetivo: melhorar a vida das pessoas. Levar mais água, mais produção, mais saúde, mais educação e mais inovação para uma região que historicamente aprendeu a resistir, mas que hoje também é protagonista da ciência, da inovação e do desenvolvimento sustentável”, afirmou.  

A ministra também ressaltou que a retomada dos investimentos em ciência e tecnologia tem permitido ampliar a presença do MCTI nos estados. Entre 2023 e 2025, o ministério investiu mais de R$ 1,3 bilhão na Bahia, fortalecendo universidades, institutos de pesquisa e projetos voltados ao desenvolvimento regional.  

Um dos destaques do evento foi a ampliação do Sistema Sara, tecnologia social desenvolvida pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa) para tratar o esgoto doméstico e reutilizar a água na produção agrícola.

A diretora substituta do Insa, Dilma Trovão, ressaltou que o Sistema Sara é resultado da aplicação do conhecimento científico às necessidades da população. “É uma tecnologia simples, mas profundamente transformadora. Desenvolvida por pesquisadores do instituto, ela trata a água utilizada nas residências para que possa voltar à produção agrícola, levando saneamento ambiental, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo mais saúde e dignidade para quem mora no Semiárido”, afirmou. 

Leia mais:  Instrumento desenvolvido no Brasil fará parte do maior observatório terrestre do mundo

A iniciativa transforma um problema ambiental em oportunidade para agricultores familiares, permitindo irrigar hortas, pomares e áreas de cultivo, além de ampliar a segurança hídrica e alimentar das comunidades rurais. O investimento de R$ 21 milhões permitirá a implantação de mais 41 unidades do sistema, das quais 23 já estão em execução, sendo 16 na Bahia.  

Desde sua criação, o Sistema SARA já beneficiou centenas de famílias em nove estados do Semiárido, contribuindo para eliminar o esgoto a céu aberto, aumentar a produtividade agrícola e fortalecer a adaptação às mudanças climáticas.  

Tecnologia para agilizar o tratamento do câncer

Na área da saúde, o MCTI anunciou investimento de R$ 1,2 milhão no Projeto Dant, que desenvolverá um ecossistema digital para apoiar a gestão Oncológica do Sistema Único de Saúde (SUS).

O coordenador do Projeto DANT, Manoel Messias, destacou que a proposta utiliza tecnologia para tornar o atendimento oncológico mais ágil e acessível. “Queremos desenvolver ferramentas que aproximem os pacientes do sistema de saúde, especialmente aqueles que vivem em áreas mais vulneráveis.  A expectativa é que essa experiência se torne referência para o SUS e mostre que a ciência e desenvolvimento tecnológico também nascem no interior do Brasil”, disse. 

A plataforma reunirá informações clínicas e epidemiológicas para qualificar a tomada de decisão dos gestores e integrar os diferentes níveis de atendimento, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

A iniciativa beneficiará cerca de 2,1 milhões de pessoas em 53 municípios da Bahia e de Pernambuco atendidos pela Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia (Rede PEBA).  

Mais ciência dentro das escolas

A programação incluiu ainda a ampliação do programa Mais Ciência na Escola em Juazeiro. Durante o evento, foram anunciadas mais duas escolas contempladas, com investimento de R$ 200 mil destinado à implantação de laboratórios maker e à concessão de bolsas de iniciação científica, ampliando as oportunidades para que estudantes tenham contato com a pesquisa desde a educação básica.  

Leia mais:  MCTI e União Europeia reforçam parceria estratégica em ciência, tecnologia e inovação

O coordenador do programa Mais Ciência na Escola na Bahia, Antonio Brotas, enfatizou que o principal legado da iniciativa permanece nas escolas. “O conhecimento fica com professores e estudantes, fortalecendo a educação científica e mostrando que a ciência é para todos”, ressaltou. 

Na Bahia, a iniciativa já atende 182 escolas, com investimento superior a R$ 18 milhões do MCTI. No município, 12 escolas participam do programa, envolvendo 120 estudantes bolsistas e 12 professores orientadores.

Inteligência de dados para fortalecer o campo

Fechando o conjunto de anúncios, o MCTI lançou o Sistema de Diagnóstico Rural Familiar, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal da Bahia (Ifba), no Campus Irecê.

Para o coordenador do projeto Irecê, Jeime Nunes de Andrade, a iniciativa aproxima a agricultura familiar das tecnologias digitais. “Nosso objetivo é levar conceitos da agricultura de precisão para apoiar agricultores familiares com dados e inteligência artificial, aumentando a produtividade e fortalecendo a geração de renda no Semiárido”, finalizou.

A plataforma digital reunirá informações sobre solo, recursos hídricos, produção agrícola, criação de animais e dados georreferenciados, além de utilizar inteligência artificial para interpretar análises de solo e água e gerar recomendações de manejo.

A ferramenta apoiará agricultores familiares, equipes de assistência técnica e gestores públicos, contribuindo para aumentar a produtividade, ampliar o acesso ao crédito rural e orientar políticas públicas para cerca de 20 municípios do território de Irecê.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana