Educação

Delegações da Coalizão para a Alimentação Escolar visitam escolas

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No último sábado, 20 de setembro, ministros de Estado, dirigentes de alto nível e delegações presentes na 2ª Cúpula Global da Coalizão Global para a Alimentação Escolar participaram de visita a três escolas públicas do Ceará que se destacam em práticas pedagógicas e de alimentação escolar, além de representarem a diversidade cultural e educacional do estado. Durante a cúpula, o Governo do Brasil apresentou sua experiência com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), referência internacional.  

Um grupo de 31 países visitou a Escola Indígena Jenipapo-Kanindé, localizada no município de Aquiraz (CE). A unidade de ensino, que tem o corpo docente formado por professores indígenas, representa a diversidade cultural e educacional do Ceará. O objetivo da visita foi apresentar às autoridades iniciativas de garantia da alimentação escolar saudável e de combate à fome no estado. Outros dois grupos, reunindo 32 delegações, visitaram a Escola Municipal de Tempo Integral Maria Odete da Silva Colares e o Centro de Educação Infantil Olinda Maria Feitosa Parente.  

A cacique do povo Jenipapo-Kanindé ressaltou a felicidade de receber os membros da coalizão. “Não tenho nem palavras para dizer o quanto estou me sentindo feliz com esse grupo do exterior”. Também conhecida como Cacique Pequena, ela é reconhecida como a primeira mulher cacique do Brasil. “Aqui é a única aldeia do país que tem três mulheres caciques. Agradeço a todos que vieram fazer essa visita a nós. Muita felicidade de receber todos”, afirmou. 

20/09/2025 - Visita das delegações da Cúpula Global da Coalizão pela Alimentação Escolar à Escola Municipal de Tempo Integral Maria Odete da Silva Colares Fotos: Angelo Miguel/MEC

Para a diretora da Escola Municipal de Tempo Integral Maria Odete da Silva Colares, Ienatla Sombra, receber pessoas de diferentes culturas é motivo de alegria, especialmente por poder apresentar a alimentação escolar brasileira e contribuir para esse tema no mundo. “Eles estão conhecendo a nossa alimentação escolar e com certeza vão sair daqui satisfeitos com o nosso ‘pratinho’, que é saboroso. Tenho certeza de que eles vão levar da gente o sabor especial, o calor humano aqui da nossa cidade e vão deixar também aqui um legado”. 

A importância do ambiente escolar para o fortalecimento das relações e socialização foi destacada por Pedro Dantas, de 15 anos, aluno da Escola Municipal de Tempo Integral Maria Odete da Silva Colares: “Aqui, a gente agrega e fortalece muito mais a nossa amizade. A gente coloca o papo em dia, conversa sobre vários assuntos e variedades”.

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O amor pela escola e pelos alunos é compartilhado por todos. A manipuladora de alimentos Miriam, do Centro de Educação Infantil Olinda Maria Feitosa Parente, carinhosamente chamada pelos estudantes de tia da merenda, afirmou a satisfação que é servir os alunos e o carinho que tem por eles. “Da mesma forma que eles recebem carinho em casa das mães, a gente tenta dar aqui também para eles, como se fossem os nossos filhos. A comida da escola é boa porque é feita com muito amor”.  

Há 25 anos como merendeira, Marlene disse trabalhar com dedicação, amor e carinho para os estudantes. “Tem umas crianças que a gente tem um carinho mesmo por eles e por isso a gente faz a comida com tanto amor. Eles adoram o pratinho que servimos às sextas-feiras, que é frango, arroz branco, farofa, feijão preto e salada”. 

Edelvane, que também é merendeira do Centro de Educação Infantil Olinda Maria Feitosa Parente, explicou que os alimentos servidos para os estudantes são naturais e saudáveis. “Todos os sucos são da fruta natural, tem de manga, abacaxi, laranja, então a gente tá sempre buscando inovar o suco para eles. Sempre da fruta natural, nada de suco industrializado. A única coisa que a gente serve para eles que é industrializado é o leite integral. E todos os dias a gente serve uma salada diferente, que eles gostam bastante”. 

As três unidades escolares visitadas asseguram, diariamente, a oferta de alimentação escolar aos alunos como parte das ações de promoção do direito à educação com dignidade. Os cardápios são elaborados com base nos princípios da alimentação saudável e adequada, incluindo produtos da agricultura familiar local e respeitando o percentual mínimo de 30% estabelecido na legislação do Pnae. Essas escolas evidenciam a importância da agricultura familiar e de cardápios saudáveis para o fortalecimento da educação básica e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes 

Encerramento – A 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar foi encerrada na sexta-feira, 19 de setembro, em cerimônia no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com a apresentação da Declaração Final da cúpula às delegações presentes. O documento destaca as metas globais e pontua os próximos passos da coalizão para a alimentação escolar, incluindo adoção da alimentação escolar como prioridade em políticas públicas e decisões governamentais, com meta de alcançar mais de 150 milhões de crianças até 2030.  

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Coalizão Em 2021, enquanto o mundo lidava com os efeitos da pandemia de covid-19, houve a mobilização de 46 governos e 44 parceiros, liderados pela Finlândia e pela França, que se reuniram durante a Cúpula dos Sistemas Alimentares para formar a Coalizão para a Alimentação Escolar. Uma alimentação escolar saudável pode apoiar, de maneira eficaz, objetivos relacionados à educação; à segurança alimentar; à nutrição; à saúde; à proteção social; à igualdade de gênero; e à transformação dos sistemas agroalimentares. Além disso, apoia ações contra as mudanças climáticas e promove a justiça social, o desenvolvimento do capital humano e a equidade entre as gerações.    

A 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar evidencia não apenas o crescimento da cobertura de programas alimentares em diversos países, mas também o papel estratégico da alimentação escolar na promoção da saúde, da educação e do desenvolvimento sustentável.   

O encontro, que teve início na quinta-feira (18), reuniu delegações de cerca de 80 países e contou com a presença de mais de 1.500 participantes. A reunião global foi realizada pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o Secretariado da Coalizão para a Alimentação Escolar, sediado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU).   

Visita à Escola Indígena Jenipapo-Kanindé 

Visita ao Centro de Educação Infantil Olinda Maria Feitosa Parente 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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