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Demanda por crédito cresce no Paraná e pedidos ao BRDE somam R$ 3,5 bilhões em 2026

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Pedidos de financiamento crescem mais de 30% no Paraná

Os pedidos de financiamento recebidos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná somaram R$ 3,5 bilhões no acumulado de 2026 até o dia 2 de abril. O volume representa um avanço de 30,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram registradas 1.403 operações abertas, reforçando a expansão da demanda por crédito de longo prazo no Estado.

Expansão reflete maior atuação comercial e ambiente econômico

O crescimento na busca por financiamentos está associado a uma atuação mais ativa do banco, além da ampliação de parcerias com entidades empresariais paranaenses.

Outro fator relevante foi o ambiente econômico no início do ano, que indicava maior flexibilidade na política monetária, incentivando empresas e produtores a buscarem crédito para novos investimentos.

Apesar disso, o cenário passou a apresentar maior incerteza nas últimas semanas, influenciado pelo contexto internacional e pela revisão das expectativas em relação aos juros.

Parcerias ampliam acesso ao crédito no Estado

No primeiro trimestre, o BRDE intensificou ações para se aproximar do setor produtivo em diferentes regiões do Paraná.

Entre as iniciativas, destacam-se:

  • Parceria com a Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), anunciada durante o Show Rural Coopavel 2026
  • Modelo piloto com associações comerciais de Londrina (Acil) e Maringá (Acim)
  • Ampliação do acesso a linhas de financiamento e plataformas simplificadas de crédito para micro e pequenas empresas
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A estratégia busca facilitar o acesso ao crédito e ampliar a capilaridade do banco junto aos agentes econômicos locais.

Carteira ativa supera R$ 8,5 bilhões no Paraná

O BRDE encerrou o primeiro trimestre com uma carteira ativa de R$ 8,594 bilhões no Paraná. Considerando os três estados da região Sul, o total chega a R$ 25,07 bilhões.

Somente no mês de março, as liberações no Estado ficaram próximas de R$ 200 milhões.

Já o volume de contratações no primeiro trimestre atingiu R$ 1,369 bilhão, com destaque para o agronegócio.

Agronegócio lidera demanda por crédito

O setor agropecuário foi o principal responsável pelo avanço das contratações no período.

  • O macroprograma do agronegócio somou R$ 635,8 milhões
  • Produtores rurais pessoa física concentraram R$ 637,5 milhões em operações

No acumulado do ano-safra, as contratações com produtores rurais atingiram R$ 2,473 bilhões no sistema do banco.

Entre as principais finalidades do crédito, destacam-se:

  • Custeio agropecuário: R$ 878 milhões
  • Investimentos em modernização da produção
  • Estrutura de armazenagem

O crédito segue como elemento fundamental para sustentar a atividade agropecuária e a infraestrutura produtiva.

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Banco destaca equilíbrio entre crescimento e prudência

Segundo a direção do BRDE, o resultado do primeiro trimestre demonstra a capacidade do banco de transformar um ambiente ainda favorável em crescimento da demanda, mantendo cautela diante das incertezas.

A instituição também reforça que o momento exige atenção ao cenário externo, mas destaca a solidez operacional e a maior presença junto aos setores produtivos do Paraná.

Desempenho combina expansão e qualidade da carteira

A avaliação interna do banco aponta que o início de 2026 apresenta uma dinâmica equilibrada, com:

  • Crescimento da presença comercial
  • Aumento na conversão de demandas em operações
  • Manutenção da qualidade dos ativos

Esse cenário reforça o papel do BRDE como agente relevante no financiamento do desenvolvimento regional.

Como acessar as linhas de crédito do BRDE

Empresas e produtores interessados podem buscar as linhas de financiamento diretamente nos canais oficiais do banco ou por meio de instituições financeiras credenciadas.

O acesso ao crédito tem sido ampliado com novas parcerias e soluções voltadas a facilitar o financiamento, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, além do setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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