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Deputado apresenta proposta para barrar atuação do crime organizado em escolas de MT

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Para conter a influência do crime organizado dentro das escolas públicas de Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na última quarta-feira (19), o Projeto de Lei nº 1.278/2025, que estabelece medidas de prevenção, combate e proteção a crianças, adolescentes e jovens estudantes contra aliciamento e ações criminosas no ambiente escolar.

“Eu tenho uma preocupação enorme da falta do Estado nas periferias no país. E essa periferia nunca fica no vácuo. Ela é ocupada de um tempo para cá pelas facções criminosas que acabam captando a nossa mocidade, a nossa juventude. Precisamos criar um conjunto de ações para proteger essa garotada do assédio das facções. Eu atuo na periferia há 40 anos, ajudei a fundar cerca de 30 bairros, em Cuiabá. Essa periferia pobre e humilhada, massacrada e excluída e a ausência do Estado, seja das esferas municipais, estaduais ou federais permite que o crime organizado coopte essa gurizada”, justificou o parlamentar.

De acordo com a proposta, as medidas a serem aplicadas estão relacionadas a proteção integral dos jovens alunos, garantia do direito à educação em ambiente seguro e propício ao desenvolvimento. Em relação a prevenção como estratégia primordial, o poder público estadual deverá promover programas educacionais, pedagógicos e atividades extracurriculares que abordem os riscos do envolvimento com o crime organizado e a importância da denúncia.

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Além disso, o projeto destaca a importancia da oferta de cursos e treinamentos para gestores, professores e demais profissionais da educação, visando capacitá-los a identificar sinais de aliciamento, situações de risco e a agir de forma adequada com articulação junto aos órgãos de segurança pública e assistência social, como, também, realização de campanhas permanentes de conscientização para pais, responsáveis e toda a comunidade escolar sobre o tema.

A criação de comitês de segurança escolar é uma das medidas sugeridas, com a participação de representantes da direção, professores, pais, alunos e forças de segurança, para discutir e propor soluções para os desafios locais. Outro detalhe, são os canais de denúncia anônimos e seguros, com mecanismos de proteção ao denunciante, para que informações sobre a atuação do crime organizado e o aliciamento de jovens nas escolas possam ser reportadas sem receio de retaliação.

O parlamentar podera que o aliciamento de jovens para o crime organizado pode estar relacionado para o tráfico de drogas, a prática de roubos, furtos ou outras atividades ilícitas, o que representa uma grave ameaça ao futuro da juventude mato-grossense e à segurança pública como um todo.

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Fonte: ALMT – MT

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CST avança na construção de fluxo para atendimento a emergências em saúde mental

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A Câmara Setorial Temática da Saúde Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (27), reunião ordinária para discutir a proposta de fluxo de atendimento às emergências e crises em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contemplando os públicos adulto e infanto-juvenil.

O objetivo foi avançar na construção de protocolos que orientem o atendimento de pacientes em situação de crise, especialmente nos casos que envolvem urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades hospitalares e demais pontos da rede.

Durante a reunião, foram apresentados dados sobre a estrutura existente e a atuação das UPAs, destacando a necessidade de integração entre os serviços e a importância de protocolos para dar mais segurança aos profissionais e garantir atendimento adequado aos pacientes. Também foram detalhadas informações sobre a oferta de leitos em UPAs 24 horas em Mato Grosso.

Ao todo, o estado conta com 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência distribuídos nas unidades. Cuiabá, por exemplo, possui quatro UPAs de porte III, somando 60 leitos de observação e 16 de urgência, enquanto Várzea Grande conta com uma UPA III, no Ipase, e uma UPA I, totalizando 26 leitos de observação e sete de urgência. As informações constam na Portaria nº 0646/2025/SES.

Os participantes destacaram que a quantidade de unidades e leitos ainda é considerada baixa diante da dimensão territorial de Mato Grosso e do tamanho da população atendida, o que reforça a necessidade de ampliar a estrutura e melhorar a organização da rede de atendimento.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Segundo o deputado Carlos Avallone, a Câmara tem acompanhado relatos de ambulâncias circulando com pacientes em crise sem conseguir atendimento imediato. Ele destacou que a intenção não é apontar culpados, mas identificar os problemas e construir soluções com apoio técnico.

“Na realidade, nós estamos falando do fluxo de urgência e emergência. Temos acompanhado muitos casos de ambulâncias rodando com pessoas em crise, sem ter quem receba. Existe lugar para ser recebido, que são as UPAs, mas, às vezes, isso não acontece porque estão lotadas, porque falta qualificação ou porque falta capacitação. Então, nós precisamos criar um fluxo”, afirmou.

Avallone também ressaltou que já existem propostas em andamento pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que poderão ser analisadas e validadas pela Câmara Setorial.

O coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Matheus Ricardo Souza, explicou que a proposta busca organizar o percurso do paciente dentro da rede, considerando os diferentes níveis de atendimento.

“O principal objetivo dessa reunião é articular o percurso desse paciente quando ele estiver em situação de crise e precisar de uma atenção especializada e de uma resposta rápida. A ideia é facilitar a assistência e o acesso à saúde nessas condições, tanto para o público infantil e juvenil quanto para o público adulto”, afirmou.

O parlamentar reforçou que a presença de diferentes instituições na Câmara Setorial fortalece a construção de uma proposta conjunta. “Quando se tem um fluxo aprovado por psicólogos, psiquiatras, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Estado e municípios, fica muito mais fácil fazer com que ele seja cumprido”, disse.

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Para Avallone, a Câmara Setorial tem o papel de reunir especialistas, apoiar tecnicamente os municípios e viabilizar recursos quando necessário. “Criticar é fácil. O mais difícil é estudar, conhecer o caminho, chamar as pessoas para ajudar e colocar o recurso no lugar certo. É isso que estamos fazendo. A Câmara está aqui para ajudar a saúde mental a atender a população que mais precisa, porque ela está sofrendo muito”, concluiu.

Como encaminhamento, ficou acordada a formação de um grupo técnico para acompanhar a construção de fluxos e protocolos. O trabalho deverá orientar a atuação das unidades envolvidas e melhorar a articulação entre os serviços.

A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de profissionais de saúde e da equipe técnica da ALMT.

Dasos UPAS 24h em MT: ofertas de leitos

Município | Porte | Leitos de Observação | Leitos de Urgência

Cuiabá | 4 UPAs – Porte III | 60 | 16

Várzea Grande | 1 UPA – III (IPASE) e 1 UPA I | 26 | 7

Poconé | 1 UPA – Porte I | 7 | 2

Barra do Garças | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Juína | 1 UPA I | 7 | 2

Cáceres | 1 UPA – Porte II | 11 | 3

Rondonópolis | 1 UPA III | 15 | 4

Primavera do Leste | 1 UPA II | 11 | 3

Sorriso | 1 UPA | 7 | 2

Sinop | 1 UPA II | 11 | 3

Total de 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência (Fonte: Portaria 065/2025/GBSES/MT. Posição de setembro de 2025).

Fonte: ALMT – MT

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