O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) participou, na noite desta segunda-feira (16), da sessão especial realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em celebração aos 40 anos do Conselho de Ministros Evangélicos Cristãos de Mato Grosso (Comec). A solenidade reuniu autoridades, lideranças religiosas e membros da comunidade evangélica para reconhecer o trabalho do Conselho.
Durante a cerimônia, o parlamentar destacou o papel da entidade nas comunidades e lembrou que a “Marcha para Jesus”, um dos principais eventos organizados pelo Comec, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Estado, por meio de uma lei de sua autoria. A próxima edição será realizada no dia 28 de junho, em Cuiabá.
Com presença em 40 municípios, o Comec reúne líderes religiosos com o objetivo de fortalecer a união entre as igrejas evangélicas, apoiar ações sociais, oferecer formação para ministros e auxiliar na legalização de templos. Suas iniciativas ultrapassam os limites da evangelização, com forte atuação nas áreas de assistência social, cidadania e educação.
“Eu conheço esse trabalho de perto. Sou nascido no evangelho e sei da importância desse braço forte que atua em várias frentes, transformando vidas e ajudando comunidades em todo o Estado”, afirmou Guarnieri.
Um dos homenageados da noite, o pastor Edilson Senna, fundador e presidente do Comec, emocionou o público ao recordar o início da caminhada. “Começamos com 22 pastores reunidos no bairro Porto, em Cuiabá. Hoje, estamos em 40 cidades, legalizando igrejas, oferecendo capacitação e viabilizando benefícios como placas solares e bolsas de estudo. É uma trajetória de fé, serviço e impacto social”, ressaltou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Entre as principais ações do Comec está a organização da Marcha para Jesus, que reúne milhares de fiéis em uma manifestação pública de fé e união.
“É um evento que simboliza os valores cristãos e a força da nossa gente. Tenho apresentado indicações para que mais municípios incluam a Marcha em seus calendários oficiais”, reforçou Guarnieri.
Os trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegam diariamente aos ouvidos de muitos mato-grossenses pelas ondas do rádio. As notícias alcançam cidadãos apegados ao aparelho antigo e também aqueles mais conectados, que acompanham suas emissoras preferidas pela internet. Todos podem conferir boas reportagens em áudio sobre o que se passa no Legislativo estadual, como demonstraram os vencedores da categoria Radiojornalismo na primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.
Os profissionais responsáveis pelas três matérias premiadas garantem que vale a pena apresentar bons trabalhos para concorrer ao prêmio, cuja segunda edição foi lançada recentemente. A nova edição traz o tema: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, mantém as categorias da edição anterior e amplia a premiação em dinheiro para R$ 300 mil. As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026.
Primeira colocada na categoria Radiojornalismo na edição pioneira, a jornalista Verônica Rakel, da Rádio Vila Real, venceu com a reportagem “Audiência Pública: A Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O material nasceu da observação das audiências públicas promovidas pelo Parlamento estadual e buscou mostrar como a participação popular contribui para a construção de políticas públicas e decisões que impactam diretamente a sociedade.
Para ela, receber o reconhecimento representou um marco em sua trajetória profissional. “Ter o meu trabalho escolhido entre tantos outros no estado me trouxe a certeza de que estou no caminho certo e fazendo o que mais amo, que é comunicar através das ondas do rádio. E, por ser a primeira edição, teve um sentimento ainda maior de emoção e alegria”, afirmou.
O segundo lugar ficou com o jornalista Vinícius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural – Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. O trabalho destacou ações desenvolvidas em apoio à comunidade quilombola Mata Cavalo e a atuação conjunta de instituições públicas na promoção da cidadania.
“Sou do rádio desde muito cedo e ter sido agraciado com um prêmio em que outros grandes comunicadores também produziram materiais com muito profissionalismo reforça o entendimento de que o rádio permanece vivo e presente, mais que qualquer outro veículo, no dia a dia do cidadão”, destacou.
Segundo ele, a pauta surgiu da intenção de dar visibilidade à cultura quilombola e mostrar como as ações do poder público chegam às comunidades.
O terceiro lugar, por sua vez, foi conquistado pelos jornalistas Simone Guedes e Eduardo Cardoso, da Rádio Bom Jesus FM, com a reportagem “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”. A produção acompanhou os debates promovidos pela Casa sobre a atualização das divisas municipais em Mato Grosso e os impactos da medida para moradores de regiões de fronteira.
“Gostei do olhar da Assembleia para essa pauta e da preocupação com quem está na base, especialmente as comunidades rurais que convivem diariamente com essas dificuldades”, relatou Simone.
A reportagem buscou mostrar como a revisão dos limites territoriais pode contribuir para ampliar o acesso a serviços públicos e garantir maior segurança jurídica para milhares de cidadãos.
Os três profissionais de comunicação são unânimes ao afirmar que a experiência foi positiva e que vale a pena participar da nova edição do prêmio, o que todos pretendem fazer.“Já estou selecionando algumas produções e pensando em qual delas pode representar meu trabalho nesta nova edição”, revelou Vinícius.
Verônica também confirmou que pretende concorrer novamente. “Hoje tenho a grata satisfação de estar aqui incentivando que mais profissionais se inscrevam”, declarou. Simone garantiu que quer brigar pelo prêmio novamente. “Com toda certeza vou participar da segunda edição. Agora vou buscar o primeiro lugar”, brincou.
Criado para reconhecer produções jornalísticas que aproximam a sociedade do Poder Legislativo, o Prêmio ALMT de Jornalismo recebeu, em sua primeira edição, 293 trabalhos produzidos por profissionais de 19 municípios mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de valorização da comunicação regional.
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