O Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo (22.3), contou com evento no Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá, com a exibição vídeos, roda de conversa e oficinas que promoveram reflexões sobre a importância do tema. O evento marca o encerramento das atividades, que aconteceram ao longo do mês de março, sobre este recurso natural que é tão importante para a vida e equilíbrio ambiental.
A engenheira sanitarista Vania Tarsila, que trabalha com tratamento de rede de esgoto, participou da roda de conversa e classificou como muito válido o evento. “O pessoal da Sema me explicou as atividades que vem fazendo, aprendi coisas muito legais e também pude trazer um pouco do meu conhecimento. É importante esse trabalho de conscientização feito pela educação ambiental, tanto para crianças que aprendem e levam para dentro de casa, mas também para os adultos que devem estar presentes para executar, colocar em prática”.
A oficina de desenho atraiu o público infantil presente, que participou da atividade junto com os pais e depois teve os trabalhos expostos em um varal. Eduardo, de 10 anos, esteve acompanhado da mãe e contou que adorou desenhar sobre a água e ainda deixou um recado para população: “Tem que se preocupar com a falta de água, senão nem vai ter água para as pessoas engarrafarem para beber”.
Andreia Marques, mãe de Eduardo, destacou que a água é um tema muito atual que nunca cai de moda e que embora seja importante, as pessoas não têm noção do quanto é essencial. “As pessoas não estão preocupadas com escassez, com a qualidade da água. O que foi debatido aqui sobre a importância de manter os mananciais é muito relevante pois temos que pensar além da quantidade, de manter a qualidade para as futuras gerações”.
Outra oficina foi a de vídeos curtos, em que foi feita uma introdução com explicações sobre a escrita, montagem e formas de fazer um vídeo, produção de roteiro a partir do tema água e a gravação finalizando o trabalho. Maria Flor Leite, de 17 anos, que disse já ter participado antes de projetos gratuitos sobre meio ambiente oferecidos em eventos da Sema, achou a oficina de vídeos curtos muito legal, tanto na parte do que foi aprendido como da forma de conscientizar as pessoas.
Água Viva para Todos
Com o tema “Água Viva para Todos”, com objetivo de estimular a reflexão sobre a água como bem comum, essencial à vida e ao desenvolvimento sustentável, as atividades que marcaram o Dia Mundial da Água trouxeram também a roda de conversa “Encontro das Águas”, no Centro de Convivência de Idosos Padre Firmo, em Cuiabá, em que os idosos puderam participar de uma oficina de desenho e ter seu trabalho exposto no “Varal Nossas Águas”.
A programação teve ainda uma sessão de cinema, o “Caminhos das Águas”, com exibição de curta-metragem sobre a temática da água e sua complexidade, com estudantes da escola estadual Professor Rafael Rueda.
As atividades em celebração ao Dia da Água foram planejadas para ampliar a participação de diferentes segmentos da sociedade e estimular a reflexão sobre o uso e a preservação dos recursos hídricos, reunindo idosos, estudantes, adultos e crianças.
“É importante convidar estes diversos segmentos a participarem cada vez mais da gestão das águas, mantendo a qualidade e disponibilidade para nós e para gerações futuras, porque é muito importante que a agua esteja viva para todos”, avaliou a superintendente e Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Juliana Carvalho.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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